Carneiro critica Governo por afirmar que Portugal tem fronteiras abertas

O líder do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, afirmou esta terça-feira que a ideia de que Portugal tem fronteiras abertas é uma “mentira dita mil vezes” pelo Governo e seus aliados. Durante o encerramento do colóquio que assinalou os 30 anos da criação do Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), Carneiro desafiou os presentes a um “debate sério” sobre a imigração.

“Uma mentira dita mil vezes não se torna uma verdade. O que o Governo tem feito, em colaboração com os seus aliados, é repetir essa mentira. Nunca tivemos fronteiras abertas e sempre respeitámos as responsabilidades das nossas fronteiras nacionais”, sublinhou Carneiro.

O secretário-geral socialista, que já ocupou o cargo de ministro da Administração Interna, destacou que a reestruturação dos serviços de estrangeiros e fronteiras não significou uma diminuição do controlo de entradas no país. Pelo contrário, segundo Carneiro, houve um reforço dos mecanismos de regulação.

O líder do PS alertou para a necessidade de evitar que o partido siga o mesmo caminho que o Governo, que, segundo ele, foi “assimilado integralmente” na sua abordagem às migrações. Carneiro pediu um debate rigoroso sobre segurança interna e imigração, convidando o primeiro-ministro e os líderes de outros partidos a participar.

Reiterando a sua mensagem, Carneiro afirmou várias vezes que “uma mentira dita mil vezes não se torna uma verdade”. Defendeu que Portugal sempre cumpriu as normas de controlo e regulação, respeitando compromissos internacionais, mas sempre com um enfoque na humanidade.

O líder socialista também criticou a “avalanche comunicacional” que tem alimentado perceções erradas sobre a imigração, especialmente nas redes sociais. Para Carneiro, a Europa tem sido “vítima” dessa desinformação, que distorce a realidade e liga a imigração à insegurança.

“Em 2003, registámos 45 mil crimes a mais do que em 2023. Em 2013, foram cerca de 5 mil crimes a mais do que em 2023. Passámos do 11º para o 7º lugar em segurança mundial entre 2015 e 2024”, disse Carneiro, refutando a ideia de que a imigração está relacionada com o aumento da criminalidade.

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Sobre a migração irregular, Carneiro afirmou que “não há um que passe por Portugal”, pois os fluxos ocorrem principalmente através do Mediterrâneo Central e Oriental, bem como da Europa de Leste. “É uma falácia falar de entrada irregular”, afirmou, acrescentando que 35% da fronteira marítima não tinha controlo quando estava apenas sob a responsabilidade dos serviços de estrangeiros e fronteiras.

Por fim, Carneiro enfatizou a importância de um esforço contínuo para contrariar o discurso negativo sobre a imigração, reconhecendo que, apesar de haver áreas a melhorar, o trabalho realizado procurou equilibrar a responsabilidade e a segurança do país com as condições para acolher imigrantes.

Leia também: O impacto da imigração na economia portuguesa.

fronteiras abertas fronteiras abertas fronteiras abertas Nota: análise relacionada com fronteiras abertas.

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Fonte: ECO

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