O candidato à presidência da República, Luis Marques Mendes, manifestou-se esta terça-feira sobre a polémica em torno dos cartazes do partido Chega, que abordam questões relacionadas com o Bangladesh e a comunidade cigana. Mendes afirmou que recorrer aos tribunais por causa destes cartazes é, na verdade, um favor ao Chega, que deve ser combatido no campo político e não na justiça.
“Se o Ministério Público decidiu investigar, é porque considera que a situação é relevante”, sublinhou Mendes, referindo-se ao inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Contudo, o candidato acredita que a questão é “muito mais política do que jurídica” e que a solução passa pelo voto dos cidadãos, não por processos judiciais.
Luis Marques Mendes descreveu os cartazes como “lamentáveis, provocadores e até xenófobos”, mas defendeu que o combate a este tipo de ações deve ser feito através da política. “Não se deve cortar a liberdade de expressão”, afirmou, enfatizando que a democracia implica tolerância, mesmo em relação a comportamentos censuráveis.
O candidato alertou que recorrer aos tribunais apenas fortalece a narrativa do Chega, que se apresenta como vítima. “Enquanto as pessoas não perceberem isso, tudo será mais complicado”, disse Mendes, reiterando que a luta contra o Chega deve ser feita nas urnas.
Além da questão dos cartazes, Mendes também abordou a importância do diálogo social, criticando o Governo por não prestar atenção suficiente à União Geral de Trabalhadores (UGT). Durante uma visita a uma escola em Sobral de Monte Agraço, o candidato destacou que as entidades patronais reconhecem a importância de fazer alterações legislativas com acordo, em vez de o fazer sem consenso.
Mendes apelou a uma maior sensibilidade do Governo em relação à UGT, que, segundo ele, tem um histórico de acordos sociais, ao contrário da CGTP. O candidato acredita que a UGT merece ser tratada com respeito e que o Governo deve corrigir a sua postura rapidamente.
Em relação a Angola, Mendes referiu-se aos 50 anos de independência do país, considerando-o um “marco importante” e sublinhando a necessidade de intensificar as relações entre Portugal e Angola, seja no plano económico, social ou cultural. Na área da imigração, defendeu uma atenção especial aos imigrantes dos países africanos de língua portuguesa, como Angola, devido à facilidade de integração.
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Luis Marques Mendes Luis Marques Mendes Luis Marques Mendes Nota: análise relacionada com Luis Marques Mendes.
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Fonte: ECO





