O Governo anunciou que, através de um novo concurso externo extraordinário, foram colocados 1.639 professores em áreas do país com carência de docentes. Este concurso, que abriu 1.800 vagas, visou especificamente regiões como Lisboa e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve, onde a falta de professores é mais evidente.
De acordo com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, as 161 vagas que não foram preenchidas não significam que haja alunos sem aulas, uma vez que se tratam de vagas de Quadros de Zona Pedagógica (QZP) e não de horários em escolas. A maioria das colocações, 1.220, ocorreu na Área Metropolitana de Lisboa, que é a região com maior número de alunos sem aulas.
O concurso foi uma resposta direta à carência de docentes em várias zonas do país. O período para aceitação das colocações decorre entre 27 de janeiro e 2 de fevereiro. O ministério esclarece que os professores que já estão vinculados ao QZP do agrupamento de escolas onde estão colocados não fazem parte da lista de candidatos à mobilidade interna.
Os concursos externos extraordinários, juntamente com incentivos financeiros para a deslocação de professores, têm como objetivo mitigar a carência de docentes e garantir que os alunos não fiquem sem aulas por períodos prolongados. Este é já o segundo concurso extraordinário realizado pelo Governo desde 2024, tendo em novembro do ano passado mais de 1.800 professores sido integrados em escolas públicas em áreas com carência de docentes.
Além disso, o ministério revelou que, até ao momento, 6.084 professores colocados em escolas a mais de 70 quilómetros das suas residências estão a beneficiar de apoios à deslocação, que variam entre 150 e 500 euros, dependendo da distância e da situação de colocação em zonas carenciadas.
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carência de docentes Nota: análise relacionada com carência de docentes.
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Fonte: ECO





