Estado precisa de 10 a 12 milhões para novo campus do ISCAL

O Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL) está a planear a mudança para um novo campus em Benfica, mas enfrenta um desafio financeiro significativo. O presidente da instituição, Pedro Pinheiro, revelou que faltam entre 10 a 12 milhões de euros do Estado para que o projeto, orçado entre 24 a 25 milhões, possa avançar. Esta mudança é vista como crucial para modernizar o ensino superior e adaptar-se às novas exigências do mercado, especialmente com a crescente influência da inteligência artificial nas profissões ligadas à contabilidade.

Pedro Pinheiro, que foi recentemente reeleito para um segundo mandato, sublinha a importância de manter uma relação próxima com as empresas e de adaptar o ensino às necessidades da nova geração de estudantes. O ISCAL tem como objetivo atrair mais alunos internacionais e oferecer uma formação que responda às expectativas do mercado. No entanto, a mudança para o novo campus, um plano que já se arrasta há três décadas, está a ser dificultada por questões orçamentais.

O presidente do ISCAL explicou que, apesar de um investimento de cerca de um milhão de euros em obras de modernização do atual edifício, a necessidade de um novo espaço é premente. O aumento dos custos de construção, exacerbado por eventos globais como a invasão da Ucrânia, tem dificultado a concretização do projeto. “Estamos dependentes do apoio do Orçamento do Estado para suprir esse diferencial”, afirmou Pinheiro.

O ISCAL já estabeleceu contactos com o Governo, e embora o Ministério da Educação tenha mostrado abertura para discutir a situação, a questão financeira continua a ser um obstáculo. O presidente acredita que é fundamental que o Estado reconheça a importância de investir no ensino superior e na requalificação das instalações do ISCAL. “Se não houver um compromisso claro do Estado, será sempre difícil avançar”, disse.

Leia também  Gestores portugueses investem pouco em Inteligência Artificial

Atualmente, o ISCAL mantém uma taxa de emprego de quase 100% entre os seus graduados, o que demonstra a relevância da formação oferecida. Contudo, as infraestruturas limitadas dificultam a expansão do número de cursos e a atração de mais estudantes. “As salas são pequenas e os espaços de trabalho são insuficientes”, lamentou Pinheiro.

Apesar das dificuldades, o presidente mantém uma atitude otimista e acredita que, com o apoio necessário, o ISCAL poderá finalmente concretizar a mudança para o novo campus. “Estamos à espera de uma janela de oportunidade”, concluiu.

Leia também: O impacto da inteligência artificial no ensino superior.

Leia também: O futuro das universidades na era da inteligência artificial

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top