Acordo entre PS e PSD garante liderança da ANAFRE

A Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) conseguiu evitar um impasse que poderia ter comprometido a sua liderança, após um acordo de última hora entre o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD). A situação, que se desenrolou no último sábado em Portimão, levou a que o prazo para a entrega de candidaturas fosse ultrapassado por duas vezes, gerando tensão entre os partidos.

Às 15h40, quando já se esperava a apresentação de candidaturas isoladas, o presidente da mesa do congresso anunciou que havia “um princípio de acordo”, pondo fim a um momento de incerteza. Durante a semana, tanto o presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Ricardo Marques, como Francisco Brito, do PSD, confirmaram ao ECO/Local Online que existia um entendimento entre as principais forças políticas autárquicas, incluindo a CDU, para a apresentação de uma lista conjunta no congresso.

O processo de entrega das listas exigiu uma coordenação especial, uma vez que o prazo limite foi fixado para as 15 horas. No entanto, até às 15h30, não havia qualquer sinal de consenso. A lista conjunta surgiu como uma solução para contornar a disputa entre PS e PSD sobre quem tinha conquistado mais freguesias nas eleições autárquicas de setembro. É importante notar que o PSD concorreu em várias freguesias em coligação com o CDS e a Iniciativa Liberal.

Um desacordo de última hora, envolvendo a inclusão de autarcas independentes na lista, quase travou a entrega da candidatura. Chegou a ser considerada a possibilidade de uma lista apenas entre o PS e a Associação do Movimento dos Autarcas Independentes (AMAI).

Ricardo Marques, que se apresentava como candidato a primeiro vice-presidente da ANAFRE, estava preparado para uma candidatura isolada pelo PS, mas a sua eleição parecia garantida devido ao número de congressistas do seu partido presentes em Portimão. No entanto, a falta de acordo poderia ter resultado num revés significativo para ambos os partidos.

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A tensão na sala do Portimão Arena aumentou quando Francisco Brito, o candidato a presidente da ANAFRE, foi cercado por membros da sua lista, refletindo a preocupação com a falta de consenso. Caso os partidos fora do acordo, como Chega e CDS, conseguissem reunir as 100 assinaturas necessárias, poderiam ter apresentado uma lista alternativa, o que teria sido uma situação sem precedentes.

Após várias horas de negociações, o acordo foi finalmente alcançado. Às 15h40, o presidente da mesa anunciou a reabertura dos trabalhos, confirmando que Francisco Brito seria o novo presidente da ANAFRE para o quadriénio 2026-2030, sucedendo a Jorge Veloso.

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Fonte: ECO

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