Crescimento do IMT atinge recorde de 2 mil milhões de euros

A receita do Imposto Municipal sobre Transações Onerosas (IMT) atingiu um valor recorde de 2.161 milhões de euros em 2025, marcando a primeira vez que ultrapassa a barreira dos 2 mil milhões. Este montante representa um aumento impressionante de 271% em comparação com 2015, quando a receita era de apenas 583 milhões de euros. O crescimento é ainda mais notável se considerarmos o ano anterior, 2024, em que a receita do IMT cresceu 25%, um ritmo significativamente superior aos aumentos de 1% registados nos dois anos anteriores.

Este aumento da receita do IMT está diretamente relacionado com a dinâmica do mercado imobiliário em Portugal, que tem demonstrado uma recuperação robusta nos últimos anos. O IMT, que incide sobre as transações imobiliárias, tem-se tornado uma fonte cada vez mais importante de receitas para as autarquias, refletindo o aumento das vendas de imóveis em todo o país.

Além disso, a tendência de crescimento da receita do IMT sugere que o mercado imobiliário português continua a atrair investidores, tanto nacionais como internacionais. A recuperação económica e a procura por habitação têm sido fatores-chave que impulsionam este setor, contribuindo para um aumento significativo nas transações imobiliárias.

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Por outro lado, a Comissão Europeia está a investigar a linha Violeta do Metro de Lisboa, após ter identificado indícios de subvenções estrangeiras que podem ter beneficiado a empresa fornecedora de material circulante. Esta situação levanta questões sobre a transparência e a concorrência no setor público, especialmente em projetos de grande envergadura.

Em termos políticos, uma sondagem recente revelou que 25,8% dos apoiantes de João Cotrim de Figueiredo planeiam votar em branco ou nulo na segunda volta das eleições presidenciais. Este dado reflete a incerteza que ainda permeia o eleitorado, com 17,5% dos inquiridos a confessarem-se indecisos.

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A combinação destes fatores – o crescimento da receita do IMT, a investigação da linha Violeta e as incertezas políticas – coloca Portugal numa encruzilhada que poderá ter implicações significativas para a sua economia e para o futuro do mercado imobiliário.

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Fonte: ECO

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