A ARCO Lisboa, uma das feiras de arte contemporânea mais relevantes do país, celebra este ano uma década de existência. Desde a sua primeira edição em 2016, que contou com 45 galerias, o evento cresceu significativamente, contando agora com 84 galerias de 18 países. Maribel López, diretora da ARCO, expressou a ambição de continuar a expandir a feira, que se realiza entre os dias 28 e 31 de maio na Cordoaria Nacional.
Com um forte foco ibérico, a ARCO Lisboa espera receber cerca de 150 convidados, incluindo 100 colecionadores e 50 profissionais do setor, provenientes de países como Espanha, Bélgica, França e Brasil. A feira também atrai diretores de museus e representantes de instituições culturais, que têm a oportunidade de explorar a vibrante vida cultural da cidade. Para facilitar essa experiência, a abertura da feira foi antecipada para as 14h00, permitindo que os visitantes conheçam as galerias e museus locais antes de visitarem os stands.
Os 84 participantes da ARCO Lisboa incluem 61 galerias no programa geral e 17 na secção Opening Lisboa, que visa dar visibilidade a novas galerias. Este ano, a feira apresenta também o projeto “Arquipélago de Histórias da Arte”, que investiga as tradições artísticas contemporâneas. A Living Room, uma instalação da artista Joana Astolfi, acolhe os visitantes, enquanto exposições de galerias municipais e do MAAT complementam o evento.
Maribel López destacou o crescimento do ecossistema artístico em Portugal, com novas galerias a surgirem e outras a entrarem no mercado nacional. A secção Opening Lisboa, que permite a participação de galerias que nunca estiveram na ARCO, é vista como uma porta de entrada para novos conteúdos e artistas. Este ano, 17 novas galerias fazem parte desta secção, que oferece uma oportunidade única para os participantes se integrarem na feira.
A diretora da ARCO Lisboa sublinhou que a feira se distingue pela sua escala humana, evitando comparações com a ARCO Madrid. O objetivo é criar uma experiência única para os visitantes, permitindo que explorem a feira num único dia sem se sentirem sobrecarregados. A identidade própria da ARCO Lisboa é um aspecto fundamental para a sua continuidade e sucesso.
Além disso, a edição deste ano destaca-se pelo aumento do número de prémios e aquisições, com um total de sete prémios a serem atribuídos, incluindo o prémio de melhor stand e o Prémio Opening. A Câmara Municipal de Lisboa, que já adquiriu mais de 200 obras na ARCO, também tem um papel importante na valorização da arte contemporânea na cidade.
A ARCO Lisboa não só promove a arte, mas também procura envolver os mais jovens, oferecendo entrada gratuita para jovens até 25 anos na sexta e no sábado. Esta iniciativa visa aproximar a nova geração da arte contemporânea e do seu impacto cultural.
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Fonte: ECO





