Organizações de agricultores da região do Douro manifestaram, esta terça-feira, a sua oposição ao uso exclusivo de aguardente proveniente da região na produção do vinho do Porto e do moscatel do Douro. Esta posição surge em resposta a um projeto de lei do JPP, aprovado na passada sexta-feira, que estabelece esta obrigatoriedade. O projeto foi apoiado por vários partidos, incluindo o Chega, PS, PAN, Livre, PCP e BE.
Num comunicado conjunto, as associações de agricultores criticaram a decisão da Assembleia da República, considerando-a populista e irresponsável. “As organizações de agricultores vêm manifestar a sua oposição total à deliberação tomada pela Assembleia da República, que se afasta da realidade regional”, pode ler-se no documento.
Entre as associações que subscreveram esta posição estão a Associação de Fruticultores do Concelho de Armamar (AFA), a Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), e a Associação de Produtores Agrícolas do Vale do Douro (APAVDOURO), entre outras. Também a Cooperativa de Produtores de Amêndoa de Torre de Moncorvo (AMÊNDOACOOP) e várias cooperativas de viticultores expressaram a sua discordância.
Os agricultores argumentam que esta decisão ignora o diálogo interprofissional e desconsidera dados técnicos relevantes, colocando em risco a subsistência económica da região. “Num momento em que a Região Demarcada enfrenta problemas graves, esta atitude acrescenta dificuldades e incertezas, gerando uma quebra de confiança nas instituições que aprovaram o projeto”, lamentaram.
Além disso, os agricultores do Douro enfatizaram a sua intenção de buscar um futuro próspero para a região através de um diálogo construtivo, mesmo em condições difíceis. A situação atual já é complexa e a imposição de novas regras pode agravar ainda mais a situação dos pequenos e médios viticultores.
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Fonte: ECO





