O Serviço Nacional de Saúde (SNS) anunciou uma redução de 28% no número de dias com urgências fechadas em janeiro de 2026, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Esta diminuição confirma uma tendência positiva que já se tinha verificado ao longo de 2025. Álvaro Almeida, diretor executivo do SNS, apresentou os dados na comissão parlamentar de Saúde, onde foi questionado sobre a capacidade de resposta do sistema de emergência médica.
Almeida reconheceu que o encerramento de urgências gera incerteza na população, mas destacou as melhorias significativas que têm sido observadas. Em 2025, o número de dias de encerramento já tinha diminuído 37% em relação a 2024. Comparando janeiro de 2026 com janeiro de 2024, a redução acumulada nos dias de urgências fechadas é de cerca de 60%.
Além da diminuição dos dias com urgências fechadas, o SNS também registou uma redução nos tempos de espera nas urgências hospitalares. Entre a triagem e a primeira observação, os tempos de espera baixaram 3% entre 1 de outubro de 2025 e 31 de janeiro de 2026, em comparação com o período anterior, que já tinha visto uma queda de 17% face a 2023/24. Esta melhoria é atribuída à maior utilização da linha SNS 24, que ajuda a direcionar os casos não urgentes, permitindo uma gestão mais eficiente das urgências.
Apesar das melhorias, Almeida reconheceu que o sistema enfrenta desafios, especialmente em momentos de maior pressão. “Temos uma quantidade de recursos limitada e, em determinados momentos, haverá sempre dificuldades de resposta”, afirmou. Ele sublinhou que é responsabilidade dos gestores de saúde planear e implementar medidas de contingência para lidar com situações críticas.
O diretor do SNS também mencionou que, neste inverno, a atividade gripal foi particularmente intensa, com os episódios de urgência por síndrome gripal a duplicarem em relação ao habitual. Esta situação coincidiu com os períodos de maior pressão nos serviços de saúde, especialmente entre o Natal e o Ano Novo.
Os dados da Direção-Geral da Saúde revelaram que a percentagem de internamentos por gripe em cuidados intensivos atingiu níveis recorde, com cerca de 20% na semana 52 de 2025. Apesar da gravidade da situação, os tempos de espera nas urgências foram inferiores aos anos anteriores, o que indica uma melhoria na capacidade de resposta do SNS.
Almeida concluiu que, embora não se possam resolver todos os problemas de imediato, especialmente os que envolvem questões infraestruturais, o SNS está a trabalhar para melhorar continuamente a sua resposta. “É uma evidência clara de que o SNS está a melhorar e a ultrapassar estas dificuldades”, afirmou.
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urgências fechadas urgências fechadas Nota: análise relacionada com urgências fechadas.
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Fonte: Sapo





