Demissão da Ministra da Administração Interna Maria Lúcia Amaral

A Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, apresentou a sua demissão, alegando que já não possui as condições pessoais e políticas necessárias para continuar no cargo. O pedido foi aceite pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que anunciou que o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, assumirá temporariamente as competências da ministra até à nomeação de um sucessor.

Em comunicado, a Presidência da República confirmou a demissão, que surge num momento crítico para o Governo. José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, reagiu à situação, afirmando que a demissão é um sinal claro de que o Governo falhou na sua resposta à crise provocada pelas recentes tempestades, especialmente na região Centro do país. No próximo debate quinzenal, Carneiro pretende confrontar o Primeiro-Ministro sobre as suas responsabilidades e a lentidão na reposição dos serviços essenciais.

O secretário-geral do PS sublinhou que a Proteção Civil deve ser uma prioridade e que a responsabilidade não pode ser transferida apenas pela substituição de ministros. “O primeiro-ministro deve ter consciência de que não é por substituir a ministra da Administração Interna que os problemas se resolvem”, afirmou Carneiro. Ele criticou a resposta tardia do Governo à crise, que já causou 15 mortes e deixou muitas pessoas sem eletricidade e água.

Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal, também se manifestou sobre a demissão, considerando-a tardia e destacando a necessidade de uma resposta eficaz e rápida do Governo em situações de crise. “As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já”, escreveu na rede social X.

Maria Lúcia Amaral, que ocupou o cargo por menos de um ano, enfrentou várias polémicas desde a sua nomeação, incluindo críticas sobre a coordenação dos incêndios no verão e a resposta à devastação causada pela depressão Kristin. A sua ausência de 48 horas do terreno após o temporal foi justificada pela ministra como um “muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade”.

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A demissão de Amaral marca a primeira baixa do segundo governo de Luís Montenegro, e a pasta da Administração Interna tem-se revelado um desafio para os ministros escolhidos. No primeiro governo, Margarida Blasco enfrentou controvérsias mas não se demitiu, enquanto Maria Lúcia Amaral não conseguiu superar as dificuldades que a sua posição implicava.

Leia também: A resposta do Governo às tempestades e as suas consequências.

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Fonte: ECO

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