A Heineken, uma das maiores cervejeiras do mundo, anunciou a decisão de cortar seis mil postos de trabalho, o que representa cerca de 7% da sua força laboral global de 87 mil colaboradores. Esta medida surge num contexto de perspetivas de crescimento mais fracas para 2026, conforme reportado pela agência noticiosa Reuters. O setor cervejeiro enfrenta atualmente uma procura reduzida, o que levou a empresa a reavaliar as suas operações.
Harold van den Broek, diretor financeiro da Heineken, explicou que o objetivo desta reestruturação é “fortalecer” as operações da empresa, permitindo assim que se possa “investir no crescimento”. O corte de empregos deverá ser implementado ao longo dos próximos dois anos, com um foco especial na Europa e em mercados que não são prioritários, onde as expectativas de crescimento são mais limitadas.
Além da redução da força de trabalho, a Heineken também está a passar por um processo de mudança na sua liderança. A empresa está à procura de um novo CEO, após a saída de Dolf van den Brink, que ocupou o cargo durante quase seis anos. A sua saída, anunciada para 31 de maio, ocorre num momento em que a Heineken está a implementar a Estratégia EverGreen 2030, que visa adaptar a empresa a um futuro mais sustentável.
Dolf van den Brink, apesar de deixar a posição de CEO, concordou em continuar a colaborar com a Heineken como consultor por um período de oito meses, a partir de junho de 2026. Esta decisão visa garantir que a empresa possa beneficiar da sua vasta experiência e conhecimento do setor.
Com a previsão de um crescimento mais moderado dos lucros, entre 2% e 6% para 2026, a Heineken está a tomar medidas para se adaptar a um mercado em mudança. O corte de empregos é uma das estratégias que a empresa considera necessária para enfrentar os desafios atuais e futuros.
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Fonte: Sapo





