O presidente executivo do Banco de Fomento, Gonçalo Regalado, anunciou que mais de 2.000 empresas já se candidataram às linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo para mitigar os impactos do mau tempo. Até ao momento, foram recebidas 2.038 candidaturas, que representam um montante total de 627 milhões de euros. Este processo decorreu de forma rápida, com as candidaturas a serem aprovadas em apenas sete dias após a abertura do portal da banca.
Regalado destacou que, entre os 627 milhões de euros solicitados, 517 milhões já estão completos, abrangendo 1.728 empresas. Além disso, informou que, até terça-feira, 162 empresas já tinham contratos emitidos, num total de 62 milhões de euros, com o apoio dos cinco maiores bancos do país e do Crédito Agrícola, que desempenha um papel significativo na região.
As linhas de crédito disponíveis são duas: uma de mil milhões de euros destinada ao apoio ao investimento, onde 10% do crédito pode ser convertido em apoios a fundo perdido, e outra de 500 milhões de euros para tesouraria. É importante notar que a linha de investimento não está sujeita ao regime de minimis, enquanto a linha de tesouraria se insere nos limites das ajudas de Estado. Para esclarecer dúvidas sobre estas linhas de crédito, está agendada uma sessão de esclarecimento em Leiria e na Figueira da Foz, onde Gonçalo Regalado participará.
O presidente do Banco de Fomento também revelou que 20% dos apoios do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC) estão direcionados para os 68 municípios afetados pelo estado de calamidade. Regalado expressou orgulho ao mencionar que 33 empresas de Ovar e 135 de Leiria já beneficiaram de 63 milhões e 60 milhões de euros, respetivamente. Outras localidades, como Ílhavo, Estarreja, Aveiro, Figueira da Foz, Coimbra, Marinha Grande, Santarém e Porto de Mós, também estão a receber apoio.
O presidente garantiu que o Banco de Fomento continuará a aprovar candidaturas, mesmo diante dos desafios impostos pela calamidade. No total, 984 empresários, com investimentos que somam 605 milhões de euros, estão a ser apoiados. Deste montante, 93 milhões são para a defesa, 193 milhões para inteligência artificial e 318 milhões, mais de metade, para a indústria.
Regalado concluiu afirmando que o banco estará disponível para lançar uma fase 2 do IFIC, assegurando que não faltará apoio nem financiamento para as empresas que necessitam.
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Fonte: ECO





