Fundo soberano espanhol investe 23 mil milhões em habitação acessível

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou recentemente que o fundo soberano de 120 mil milhões de euros, criado em janeiro para substituir o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), irá mobilizar 23 mil milhões de euros para a construção de até 15 mil casas por ano, destinadas ao arrendamento acessível. Esta iniciativa surge num contexto de crescente necessidade de habitação acessível em Espanha.

O fundo, denominado “España crece”, é composto por 10,5 mil milhões de euros em empréstimos não utilizados do PRR, além de 2,8 mil milhões de euros em transferências que não necessitarão de reembolso. A gestão ficará a cargo do Instituto de Crédito Oficial (ICO). O objetivo é que este capital seja multiplicado através de instrumentos de dívida, podendo chegar a 60 mil milhões de euros, e até duplicar para 120 mil milhões com a participação do setor privado.

Deste montante, 23 mil milhões de euros serão especificamente alocados à habitação. Destes, 14 mil milhões virão de fundos públicos, através de injeções no ICO e da dívida que este solicitar, enquanto os restantes nove mil milhões serão provenientes do setor privado. Pedro Sánchez sublinhou a urgência de aumentar a oferta de habitação pública e acessível, afirmando que a falta de financiamento não pode ser um entrave para o setor.

O primeiro-ministro destacou que este será o maior investimento mobilizado em Espanha para a habitação, convidando fundos de investimento e de capital de risco a participar na iniciativa. Contudo, alertou que o lucro não deve ser o principal objetivo para quem decidir investir. “Vamos estender o tapete vermelho aos investidores privados, não para especular com um direito constitucional, mas para construir casas para os cidadãos que enfrentam dificuldades de acesso à habitação”, afirmou.

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Segundo o El País, considerando o ritmo atual de concessão de licenças de construção, que no ano passado rondou as 120 a 130 mil, a construção das 15 mil casas para arrendamento acessível poderá aumentar a oferta pública de habitação em mais de 10%.

Sánchez também enfatizou que o fundo soberano tem objetivos sociais, ecológicos e tecnológicos. “Levámos a sério o relatório Draghi, que destaca que apenas quatro das 50 maiores empresas tecnológicas do mundo são europeias”, referiu.

Para reforçar a boa saúde económica do país, o primeiro-ministro assinalou que a dívida de Espanha é inferior à dos Estados Unidos, o défice é menor do que a média da Zona Euro e o prémio de risco é mais baixo do que o francês. Além disso, citou um relatório recente do Banco de Espanha que prevê um crescimento do PIB superior a 2% entre 2025 e 2028.

Leia também: O impacto do fundo soberano na habitação em Espanha.

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Fonte: ECO

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