Uma nova agência norte-americana, composta por militares e especialistas em informações sobre cartéis de drogas, teve um papel crucial na operação que resultou na morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho. Este grupo, que foi oficialmente criado no mês passado, visa mapear as redes de tráfico de drogas entre os Estados Unidos e o México, segundo a agência Reuters.
A operação que culminou na captura de El Mencho ocorreu no estado de Jalisco, onde as autoridades mexicanas, apoiadas por informações detalhadas fornecidas pela nova agência, conseguiram localizar e eliminar o líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). Este cartel é considerado uma das organizações criminosas mais poderosas do México, responsável pelo contrabando de grandes quantidades de cocaína e fentanil para os Estados Unidos.
O Ministério da Defesa do México esclareceu que, apesar do apoio informativo dos EUA, a operação foi inteiramente planeada e executada pelo governo mexicano, sem a presença de militares norte-americanos no terreno. El Mencho, que estava na lista de alvos prioritários dos Estados Unidos, tinha uma recompensa de 15 milhões de dólares pela sua captura.
A morte de Oseguera não passou despercebida e desencadeou uma onda de violência em várias regiões do México, com confrontos entre membros do cartel e as forças de segurança. Carros foram incendiados e estradas bloqueadas em pelo menos seis estados, um padrão comum após operações deste tipo. O ministro da Defesa, Ricardo Trevilla, revelou que a operação foi agilizada graças a informações de uma confidente de uma das parceiras de Oseguera, que permitiram que a ação fosse organizada em apenas um dia.
A nova agência norte-americana, liderada pelo general de brigada Maurizio Calabrese, aplica a experiência adquirida na luta contra grupos terroristas como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico para desmantelar as redes de tráfico. Calabrese afirmou que a identificação das redes de cartéis é fundamental para desarticular as suas atividades. Estima-se que o cartel atacado contasse com centenas de membros centrais e que entre 200 mil e 250 mil contratados independentes estivessem envolvidos no transporte de drogas.
A designação dos cartéis mexicanos como organizações terroristas, feita pela administração Trump, permitiu uma nova abordagem na assistência militar dos EUA ao México, incluindo recursos de inteligência e vigilância. Jack Riley, ex-alto funcionário da Administração de Combate às Drogas (DEA), destacou que a capacidade de vigilância dos EUA é vasta e poderá fornecer informações em tempo real para combater o tráfico.
A captura de El Mencho representa uma vitória significativa na luta do governo mexicano contra o narcotráfico, que tem graves implicações para a segurança e a economia do país. A operação e a subsequente morte do narcotraficante são um reflexo da crescente colaboração entre os EUA e o México na luta contra o tráfico de drogas.
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El Mencho Nota: análise relacionada com El Mencho.
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Fonte: Sapo





