Governo define prioridades para investigação e inovação com nova agência

O Governo português promoveu um debate no Técnico Innovation Center, em Lisboa, para discutir as prioridades nacionais nas áreas da investigação e inovação, no contexto da criação da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2). Este evento, realizado a 24 de outubro, contou com a presença de várias entidades do sistema científico e tecnológico, do setor empresarial e da sociedade civil.

Maria do Rosário Partidário, coordenadora da equipa responsável, apresentou a versão final da metodologia, que incorporou as sugestões das diversas entidades consultadas. Eugénio Campos Ferreira, que coordenou um Grupo de Trabalho criado pelo Executivo, fez uma análise detalhada do ecossistema científico, tecnológico e de inovação em Portugal.

A iniciativa foi organizada pelos Ministérios da Educação, Ciência e Inovação e da Economia e da Coesão Territorial. O evento iniciou-se com intervenções de Fernando Alexandre e foi encerrado por Manuel Castro Almeida. Raúl Fangueiro e Adélio Mendes, membros do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), partilharam as principais recomendações deste órgão consultivo.

Alessandra Colecchia, chefe da Divisão de Política de Ciência e Tecnologia da OCDE, discutiu as tendências globais em ciência, tecnologia e inovação, enquanto Ricardo Reis, professor da London School of Economics, analisou os desafios que Portugal e a Europa enfrentam neste domínio.

O debate sobre o estado atual da investigação e inovação foi moderado por Carlos Oliveira, presidente do CNCTI, e contou com a participação de figuras proeminentes do setor, como Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro, e Hermínia Vilar, reitora da Universidade de Évora.

Na parte da tarde, o foco foi na versão final da metodologia, com um painel moderado por Maria do Rosário Partidário. Entre os intervenientes estavam Helena Canhão, secretária de Estado da Ciência e Inovação, e António Grilo, presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI).

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A criação da Agência AI2, resultante da fusão da ANI com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), foi formalizada através do Decreto-Lei n.º 132/2025, publicado a 24 de dezembro. Fernando Alexandre destacou a AI2 como um novo paradigma na gestão do investimento em investigação e inovação, com um enfoque no médio e longo prazo, prometendo um impacto social e económico significativo.

A nova agência terá um mandato definido em Resolução do Conselho de Ministros e contará com financiamento plurianual, proveniente de impostos e outras fontes públicas e privadas. O contrato-programa, com uma duração de cinco anos, visa garantir estabilidade e previsibilidade para investigadores e inovadores.

Além de promover a investigação fundamental, a Agência AI2 pretende reforçar a ligação entre a investigação e o desenvolvimento tecnológico com o tecido empresarial, a administração pública e o setor social, criando novas oportunidades para os beneficiários. O financiamento da educação doutoral e das carreiras científicas também está assegurado, assim como o apoio às instituições e infraestruturas científicas e tecnológicas.

Leia também: O impacto da nova agência na inovação em Portugal.

Agência AI2 Agência AI2 Agência AI2 Nota: análise relacionada com Agência AI2.

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Fonte: Sapo

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