Pelo menos 31 pessoas perderam a vida e 149 ficaram feridas em consequência de bombardeamentos israelitas nos arredores de Beirute e no sul do Líbano. Esta escalada de violência surge como resposta a um ataque do grupo xiita libanês Hezbollah, que lançou mísseis e drones contra o norte de Israel.
O Exército de Israel anunciou que iniciou uma nova série de ataques aéreos direcionados a alvos do Hezbollah no Líbano. As autoridades israelitas ordenaram a evacuação de cerca de cinquenta localidades no sul do Líbano, preparando-se para uma ofensiva mais intensa. Os bombardeamentos incluíram áreas de Beirute, com o Exército a descrever as ações como um “ataque seletivo” contra altos comandos do Hezbollah.
Em um comunicado divulgado na rede social X, o porta-voz do Exército israelita, Avichay Adraee, afirmou que os ataques visavam “novos alvos” do Hezbollah, incluindo depósitos de armas e infraestruturas do grupo em várias regiões do Líbano, embora não tenham sido especificados os locais exatos.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e o Presidente, Josep Aoun, condenaram tanto o ataque do Hezbollah quanto a resposta militar de Israel, considerando-a “irresponsável” e “perigosa”. Salam denunciou que o lançamento de projéteis a partir do sul do Líbano compromete a segurança do país e fornece justificativas a Israel para continuar com a sua agressão.
“Não permitiremos que o país seja arrastado para novas aventuras e tomaremos todas as medidas necessárias para capturar os autores e proteger o povo libanês”, afirmou o chefe do Executivo. O Presidente Aoun também alertou que o lançamento de foguetes a partir do território libanês coloca em risco os esforços do Estado para manter o Líbano afastado de conflitos militares.
Nos últimos dias, o Governo libanês procurou garantias de que o Hezbollah não se envolveria em caso de um ataque dos Estados Unidos ao Irão. Contudo, o Hezbollah já havia declarado que qualquer ataque contra o líder iraniano, Ali Khamenei, seria uma linha vermelha.
Entre 2023 e 2024, o Hezbollah esteve envolvido em um conflito com Israel que começou como um apoio à Gaza, resultando em mais de 4.000 mortos e 1,2 milhão de deslocados no Líbano. A situação no Líbano continua a ser tensa, com a população a viver sob a ameaça de novos ataques.
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Fonte: Sapo





