A Moeve, anteriormente conhecida como Cepsa, anunciou um lucro de 341 milhões de euros em 2025, quase quadruplicando os 92 milhões obtidos no ano anterior. Este crescimento significativo é atribuído ao aumento das receitas na sua divisão de energia, que se destacou no último exercício.
De acordo com a informação divulgada pela empresa, o lucro líquido ajustado atingiu 686 milhões de euros, refletindo um aumento de 54% em comparação com 2024. No entanto, o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) ajustado registou uma diminuição de 9%, fixando-se em 1.685 milhões de euros.
Os investimentos da Moeve no último ano totalizaram 1.151 milhões de euros, com 55% desse montante direcionado a projetos de transição energética, especialmente em Espanha. Um dos principais projetos é a nova fábrica de biocombustíveis de segunda geração (2G) em Huelva, que recebeu quase 300 milhões de euros em investimentos, em parceria com a Exolum. Esta instalação, que já ultrapassou os 50% de construção, irá produzir combustível sustentável para aviação (SAF) e diesel renovável (HVO), tornando-se o maior complexo deste tipo no sul da Europa.
O capex da empresa diminuiu para 1.151 milhões de euros, comparado aos 1.293 milhões do ano anterior, devido ao aumento dos investimentos na transição energética. A Moeve encerrou 2025 com uma dívida líquida de 2.362 milhões de euros, mantendo-se em linha com o ano anterior, e uma posição de liquidez de 5.493 milhões de euros, o que é suficiente para cobrir os compromissos de dívida até 2030 e para implementar a sua estratégia de transformação.
Analisando as divisões da empresa, a energia manteve um EBITDA ajustado “praticamente estável”, em 1.400 milhões de euros, com margens de refinação a 7,9 dólares por barril, ligeiramente superiores aos 7 dólares de 2024. A taxa de utilização de refinação foi de 90%, em comparação com 92% no ano anterior, refletindo o impacto do apagão de abril em Espanha.
Por outro lado, a divisão de química registou um EBITDA ajustado de 181 milhões de euros, uma queda de 29% em relação ao ano anterior, devido a vendas de produtos ligeiramente inferiores às de 2024. A divisão de exploração e produção também viu o seu EBITDA ajustado descer para 259 milhões de euros, resultado da diminuição do preço do petróleo bruto e da redução nas vendas e produção, consequência da venda de ativos em 2024.
Em janeiro, a Moeve e a Galp anunciaram um acordo não vinculativo para explorar a possível integração dos seus negócios a jusante, com o objetivo de criar “duas plataformas europeias líderes em energia e mobilidade”.
Leia também: O futuro da energia em Portugal e a transição energética.
Moeve lucro Moeve lucro Moeve lucro Moeve lucro Moeve lucro Nota: análise relacionada com Moeve lucro.
Leia também: Centromarca pede vigilância da ASAE e AdC na nova central de compras
Fonte: Sapo




