O recente aumento acentuado dos preços do gás na União Europeia (UE) está a provocar um novo debate sobre a proibição das importações de gás e petróleo russos. O conflito que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irão tem sido apontado como um dos principais fatores para esta escalada, conforme indicado pelo ministro da Energia da Noruega, Terje Aasland, em declarações à Reuters.
Na última terça-feira, os preços do gás na Europa dispararam 40%, enquanto o petróleo registou uma subida de cerca de 8%, atingindo os 83 dólares por barril. Esta situação tem levado a Comissão Europeia a considerar a reabertura do oleoduto que atravessa a Ucrânia, o que permitiria o fluxo de petróleo russo para a UE.
“A UE tem sido muito clara ao afirmar que quer libertar-se do petróleo e do gás russos, mas os acontecimentos dos últimos dias têm sido desafiadores”, afirmou Aasland numa conferência em Oslo. Ele acredita que a atual situação geopolítica irá reavivar o debate sobre a dependência energética da Rússia.
Além disso, o Financial Times reporta que alguns governos da UE e a Comissão Europeia estão a solicitar à Ucrânia acesso para acompanhar os esforços de restabelecimento dos fluxos de petróleo. Fontes diplomáticas confirmaram que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, tentaram visitar as áreas afetadas, mas o pedido foi negado.
A Ucrânia tem alertado que o oleoduto Druzhba, uma das principais vias de transporte de petróleo, está severamente danificado. Este cenário complica ainda mais a situação energética na Europa, que já se preparava para a proibição das importações de gás russo até ao final de 2027, aprovada em janeiro passado, após a invasão da Rússia à Ucrânia. Naquela ocasião, a Eslováquia e a Hungria votaram contra, enquanto a Bulgária optou pela abstenção.
A discussão sobre o gás e petróleo russos na UE é, portanto, mais relevante do que nunca, à medida que os preços continuam a subir e a dependência energética da Rússia se torna um tema central nas políticas europeias. Leia também: O impacto da guerra na energia europeia.
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Fonte: ECO





