A Inteligência Artificial (IA) está prestes a provocar uma “mudança estrutural na produtividade” laboral nos próximos anos, segundo Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos. Durante um evento em Sines, Macedo destacou a liderança dos Estados Unidos na área da IA, sublinhando que a Europa ainda não conseguiu acompanhar este avanço.
Nos EUA, o investimento em Inteligência Artificial é sem precedentes, o que pode trazer benefícios significativos para a economia americana. No entanto, Macedo alertou para os riscos associados a este fenómeno, questionando se as empresas estão a ser sobrevalorizadas e se existe uma bolha a formar-se. A diferença na produtividade entre os EUA e a Europa é notável, com a produtividade europeia a ser inferior, e Portugal a registar valores ainda mais baixos.
Macedo enfatizou a importância de definir claramente o que se pretende alcançar com a Inteligência Artificial. Apesar de acreditar que a IA trará benefícios, ele defende que é essencial controlar o seu desenvolvimento e implementação. A competição geoestratégica também foi abordada, com o líder da Caixa a notar que a Europa tende a focar-se na regulamentação antes do desenvolvimento, ao contrário dos EUA e da China, que priorizam a inovação.
O potencial da IA pode variar consoante a forma como é utilizada e integrada nos processos produtivos. Macedo mencionou a possibilidade de um avanço significativo com a introdução de robôs humanóides, que poderiam realizar tarefas repetitivas a um custo reduzido, permitindo que os trabalhadores se concentrem em atividades de maior valor acrescentado.
A transformação que a Inteligência Artificial pode trazer à produtividade é inegável, mas é fundamental que se faça uma gestão cuidadosa desta tecnologia. Leia também: O impacto da IA nas pequenas e médias empresas em Portugal.
Inteligência Artificial Nota: análise relacionada com Inteligência Artificial.
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Fonte: Sapo





