A Associação Portuguesa dos Industriais Grandes Consumidores de Energia Eléctrica (APIGCEE) expressou a sua preocupação em relação aos “impactos significativos adversos” que o atual conflito no Irão pode ter sobre a indústria eletrointensiva em Portugal. A associação destaca que o aumento abrupto dos preços do gás natural e da eletricidade é uma questão alarmante para as empresas do setor.
O conflito no Médio Oriente, particularmente a situação no Irão, pode afetar a indústria eletrointensiva de várias maneiras. Um dos principais fatores é a interrupção dos trânsitos no estreito de Ormuz, que pode levar a uma redução na produção de gás natural liquefeito. A APIGCEE sublinha que os seus associados, que contratam a sua energia de forma autónoma, já estão a sentir os efeitos do aumento significativo dos preços.
“Os aumentos já se fazem sentir este mês e a tendência é que se agravem com o tempo, dependendo da duração do conflito”, afirma a APIGCEE. Além disso, a associação observa uma “subida expressiva” no custo do petróleo, o que agrava ainda mais a situação.
Outro ponto crítico mencionado pela APIGCEE é o impacto nas cadeias logísticas globais. A retenção de navios no golfo e a possibilidade de um alastramento do conflito podem complicar ainda mais a situação. Muitas operações industriais ainda estão a recuperar da destruição provocada pela tempestade Kristin, o que torna a situação ainda mais delicada.
A APIGCEE confia que o Governo português estará atento a este contexto excecional e que tomará as medidas necessárias para garantir a competitividade da indústria eletrointensiva. “Esperamos que sejam adotadas medidas excecionais que se adequem à gravidade da situação”, conclui a associação.
Os associados da APIGCEE incluem empresas como Aapico, Air Liquide, Altri, BA Glass Portugal, Bondalti Chemicals, Cimpor, Finsa, Hychem, Megasa, Secil, Somincor, The Navigator Company e Vidrala.
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Fonte: ECO





