Montenegro considera novas medidas para conter subida dos combustíveis

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, anunciou que o Governo vai continuar a monitorizar a evolução dos preços dos combustíveis nas próximas semanas, não descartando a possibilidade de implementar novas medidas a nível nacional e até ibérico. Esta declaração foi feita durante uma conferência de imprensa conjunta com o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, na 36.ª Cimeira Luso-Espanhola, realizada em Huelva, Espanha.

A preocupação surge em resposta à previsão de um aumento significativo nos preços do gasóleo rodoviário e da gasolina sem chumbo, que poderão subir 23,4 cêntimos e 7,4 cêntimos por litro, respetivamente, devido à escalada de tensões no Médio Oriente. Montenegro já tinha indicado que o Governo tomaria medidas se o aumento ultrapassasse os 10 cêntimos, e, por isso, foi anunciada uma redução temporária e extraordinária de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável ao gasóleo rodoviário em território continental.

“Continuaremos atentos a este efeito nas próximas semanas, com medidas de nível nacional e, eventualmente, em cooperação com países amigos, sendo a Espanha o principal”, afirmou Montenegro. Esta abordagem visa mitigar o impacto da subida dos combustíveis na economia nacional e proteger os consumidores.

No debate quinzenal anterior, o primeiro-ministro já tinha sinalizado a possibilidade de um desconto extraordinário no ISP para compensar a subida dos combustíveis. “Estamos cientes de que o conflito no Irão pode ter repercussões na nossa dinâmica económica, incluindo o aumento do preço dos combustíveis”, sublinhou o líder do executivo.

A escalada de tensões no Médio Oriente, que culminou com um ataque militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, resultou na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei. Em resposta, o Irão fechou o estreito de Ormuz e lançou ataques retaliatórios contra alvos em Israel e em bases norte-americanas na região, o que poderá afetar o transporte marítimo de petróleo e gás natural.

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O estreito de Ormuz é uma rota crucial, através da qual circula cerca de 20% do petróleo mundial e uma parte significativa do gás natural liquefeito. A situação geopolítica, portanto, continua a ser um fator determinante para a subida dos combustíveis, e o Governo português está a preparar-se para agir em conformidade.

Leia também: O impacto das tensões no Médio Oriente nos preços dos combustíveis.

subida dos combustíveis subida dos combustíveis Nota: análise relacionada com subida dos combustíveis.

Leia também: Reação do Irão intensifica tensões no Médio Oriente

Fonte: ECO

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