Britânicos ricos fogem do Golfo para evitar impostos no Reino Unido

Um número crescente de britânicos ricos que residem nos Emirados Árabes Unidos está a deixar temporariamente a região devido ao aumento das tensões no Golfo. Muitos destes cidadãos optam por se estabelecer em países europeus, como a Irlanda ou a França, até ao final do ano fiscal britânico, conforme reporta o The Guardian.

Especialistas indicam que estes residentes no estrangeiro já atingiram o limite de dias que podem passar no Reino Unido sem se tornarem residentes fiscais. Se decidirem regressar agora, poderão ser sujeitos a impostos sobre os seus rendimentos globais e a mais-valias obtidas durante a sua ausência. Com apenas três semanas até ao término do ano fiscal, que se encerra a 5 de abril, muitos estão a procurar orientação da Receita Federal Britânica (HMRC) sobre a possibilidade de obter 60 dias adicionais em “circunstâncias excepcionais”.

A estratégia fiscal é uma preocupação central para estes britânicos ricos. O teste de residência britânico avalia o número de dias que uma pessoa passa no país e os seus laços pessoais ou profissionais. Dependendo da situação, uma pessoa pode tornar-se residente fiscal ao permanecer entre 45 e 183 dias no Reino Unido, especialmente se tiver uma casa ou família no país.

Durante a pandemia de Covid-19, a HMRC permitiu que alguns contribuintes ultrapassassem o limite de dias no país em situações excepcionais. Contudo, consultores fiscais afirmam que esta flexibilidade é pouco provável de ser aplicada no atual contexto de instabilidade no Golfo.

Mesmo um breve regresso ao Reino Unido pode ter implicações significativas. De acordo com a revista MoneyWeek, aqueles que regressam antes de completarem cinco anos como não-residentes podem ver os ganhos obtidos no estrangeiro, como a venda de empresas ou investimentos, sujeitos a tributação retroativa no Reino Unido.

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A tendência de britânicos ricos a deslocarem-se para jurisdições com impostos mais baixos tem vindo a aumentar. Destinos como os Emirados Árabes Unidos atraem estes cidadãos, uma vez que não aplicam impostos sobre o rendimento pessoal ou sobre mais-valias, ao contrário do que acontece no Reino Unido. A escalada militar no Golfo, que levou milhares de residentes e turistas a abandonar cidades como Dubai, está a alterar temporariamente estes padrões de mobilidade, forçando expatriados a procurar refúgio em outras partes da Europa enquanto tentam manter o seu estatuto fiscal.

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Fonte: Sapo

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