Governo português critica Israel por impedir missa no Santo Sepulcro

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal expressou, este domingo, a sua condenação à ação da polícia israelita que impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, de celebrar a missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro. Este incidente, que ocorreu pela primeira vez em séculos, gerou uma onda de críticas internacionais e levantou questões sobre a liberdade religiosa em Jerusalém.

Através da rede social X (antigo Twitter), o ministério português afirmou que “o impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa à igreja do Santo Sepulcro merece a mais firme reprovação”. Além disso, exortou as autoridades israelitas a “garantirem e praticarem a liberdade de religião e de culto”, sublinhando a importância deste direito fundamental.

O Patriarcado Latino de Jerusalém revelou que tanto o Patriarca quanto o padre da Igreja do Santo Sepulcro foram detidos enquanto se dirigiam ao local sagrado, sendo obrigados a voltar atrás. Este ato é considerado um grave precedente pelas autoridades religiosas, que afirmam que demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhões de pessoas que, nesta época do ano, olham para Jerusalém.

O Governo de Israel justificou a sua decisão com razões de segurança, citando restrições impostas pelo exército para prevenir possíveis ataques. No entanto, esta explicação não convenceu muitos, incluindo líderes de outros países. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi uma das vozes mais proeminentes a criticar a ação israelita, afirmando que impedir a entrada do Patriarca de Jerusalém é uma ofensa à liberdade religiosa.

Outros líderes, como o presidente francês Emmanuel Macron e autoridades da Jordânia e do Brasil, também se manifestaram contra o ocorrido, considerando-o uma violação do direito internacional e da liberdade de acesso aos locais de culto. O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, descreveu a situação como um “lamentável abuso de poder”.

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Em resposta ao incidente, o presidente de Israel, Isaac Herzog, contactou o Patriarca Pizzaballa para expressar o seu “profundo pesar” e reafirmar o compromisso do Estado de Israel com a liberdade religiosa para todas as confissões. Este episódio levanta questões cruciais sobre a liberdade religiosa em Jerusalém, uma cidade sagrada para diversas religiões.

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Fonte: Sapo

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