No passado sábado, milhões de pessoas participaram em protestos “No Kings” em mais de 3 mil eventos nos Estados Unidos e em várias cidades pelo mundo, incluindo Portugal. Esta mobilização, organizada por uma coligação de grupos, como Indivisible e 50501, visou expressar a oposição à administração de Donald Trump e a sua política. Ezra Levin, cofundador da Indivisible, afirmou que o dia 28 de março seria “o maior protesto da história americana”.
Este foi o terceiro evento “No Kings”, após o último, que em outubro reuniu sete milhões de manifestantes em todo o país. Nas Twin Cities, Minnesota, os organizadores estimaram que cerca de 200 mil pessoas se reuniram em torno do Capitólio, mostrando solidariedade e descontentamento em relação à administração Trump.
O senador Bernie Sanders, conhecido pela sua postura crítica em relação aos ultra-ricos, inflamou a multidão com um discurso sobre a influência do dinheiro na política. O cantor Bruce Springsteen também marcou presença, interpretando a sua canção “Streets of Minneapolis”, que aborda os impactos da política de imigração do ICE. O governador do Minnesota, Tim Walz, elogiou a comunidade local por se unir em defesa dos imigrantes e das vítimas de violência, como Renee Good e Alex Pretti, cujos nomes foram lembrados em cartazes durante o protesto.
Em Nova Iorque, as manifestações convergiram para a Times Square, com figuras proeminentes, como a procuradora-geral Letitia James e o ator Robert De Niro, a liderar a marcha. Os participantes exibiram bandeiras do orgulho LGBTQ+ e cartazes com mensagens contra Trump e o ICE. O tema da paz e a oposição à guerra foram também centrais, com muitos manifestantes a clamarem por mudanças nas prioridades do governo.
Em Washington DC, um grupo de mães palestinianas fez sentir a sua presença ao agitar uma bandeira palestiniana no Memorial de Lincoln. Hazami Barmada, uma das participantes, destacou que muitos americanos desconhecem que os seus impostos financiam a violência, enquanto enfrentam dificuldades em pagar por necessidades básicas como habitação e saúde.
Os protestos “No Kings” não só mobilizaram milhões, mas também criaram um espaço para discutir questões sociais e políticas que afetam a vida dos cidadãos. A luta pela democracia e pelos direitos sociais continua a ser uma prioridade para muitos.
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Fonte: Sapo





