A Ryanair, companhia aérea irlandesa de baixo custo, anunciou o cancelamento de todos os voos para os Açores, com efeitos a partir deste domingo. Esta decisão, atribuída às elevadas taxas aeroportuárias, poderá resultar na perda de até 250 mil turistas por ano na região, segundo informações avançadas pela Rádio Renascença.
Miguel Quintas, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), sublinha que o impacto será imediato e afetará diversos setores da economia local. “Do lado da oferta, vai seguramente haver um aumento de preços. Isto terá um impacto geral sobre a região”, afirmou Quintas. A diminuição do número de turistas poderá desencadear uma série de consequências negativas, como a redução da ocupação hoteleira, que por sua vez afetará a restauração, o artesanato e as atividades culturais, além de comprometer o emprego na área.
A magnitude desta quebra pode ser significativa. Miguel Quintas estima que a saída da Ryanair represente uma perda entre 200 mil e 250 mil passageiros anualmente, com especial impacto em mercados internacionais. “Estamos a falar de mercados novos que vão deixar de ter acesso à ilha. É sempre um impacto negativo”, destacou. Destinos como Londres e Manchester estão entre os mais afetados, especialmente numa altura em que será difícil substituir rapidamente a capacidade da maior companhia aérea low-cost da Europa.
Embora o cenário seja preocupante, a intervenção do governo regional, que detém a SATA, poderá ajudar a mitigar o impacto. No entanto, a incerteza persiste. “Que vai ser afetada, eu não tenho dúvidas no curto prazo. Posso imaginar uma redução imediata de turistas na ilha e um aumento de preços”, acrescentou Quintas.
A decisão da Ryanair surge num contexto em que vários países da União Europeia estão a eliminar ou a reduzir taxas aeroportuárias para estimular o tráfego aéreo. Esta estratégia contrasta com a adotada nos Açores, que agora enfrenta o risco de comprometer a competitividade do destino turístico.
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Fonte: Sapo





