Mercado imobiliário em Portugal: escassez e procura internacional

O mercado imobiliário em Portugal continua a ser um tema de destaque, especialmente devido à sua escassez de oferta e à crescente procura internacional. Segundo o Market Report Portugal 2025-2026 da Engel & Völkers, divulgado recentemente, o setor está a passar por um ciclo de consolidação, sem sinais de retração, mas com uma necessidade urgente de adaptação às novas realidades do mercado.

Atualmente, a procura por habitação supera a oferta de novos fogos habitacionais em cerca de 14 mil unidades por ano, com maior pressão nas áreas metropolitanas e nas zonas costeiras. O mercado de arrendamento também enfrenta desafios, refletindo a escassez de oferta que se verifica em várias regiões do país.

Embora o mercado imobiliário tenha mostrado evolução positiva no último ano, a falta de habitação tem gerado diferenças significativas de valorização entre regiões. O relatório revela que o mercado se está a tornar cada vez mais segmentado, com zonas de alta valorização internacional a coexistir com mercados mais acessíveis.

A Engel & Völkers destaca que, apesar de um aumento de cerca de 10% no licenciamento de novos projetos nos primeiros meses de 2025, a escassez de mão-de-obra e os longos ciclos de construção continuam a limitar a capacidade de resposta do mercado. As regiões mais procuradas incluem Lisboa, Cascais, Comporta, Porto e Algarve, cada uma com características únicas que atraem investidores.

Lisboa mantém-se como um hub urbano internacional, enquanto Cascais e Comporta se afirmam como destinos de luxo. O Porto, por sua vez, está a consolidar-se como uma alternativa emergente na Europa, com uma valorização mais moderada, mas sustentada pela reabilitação de edifícios históricos e melhoria de infraestruturas. O Algarve continua a ser um destino preferido para segunda residência e investimento, especialmente em segmentos premium.

Leia também  Portugal recebe prémio da ONU por combate à obesidade

Juan-Galo Macià, presidente da Engel & Völkers Ibéria e América do Sul, salienta que o desequilíbrio entre a elevada procura e a oferta insuficiente é uma preocupação constante no setor. Apesar dos sinais positivos no licenciamento, a pressão sobre os preços persiste, especialmente nas grandes cidades e zonas costeiras.

O relatório conclui que Portugal entra em 2026 com uma economia em fase de consolidação, prevendo um cenário de otimismo moderado. A inflação está controlada e o crescimento económico está a acelerar, embora a incerteza internacional e a capacidade de resolver os estrangulamentos na oferta de habitação e mão-de-obra sejam fatores críticos para garantir um crescimento sustentável a longo prazo.

Leia também: O impacto da procura internacional no mercado imobiliário português.

mercado imobiliário mercado imobiliário Nota: análise relacionada com mercado imobiliário.

Leia também: RTP renova imagem e unifica marcas de rádio e televisão

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top