Exposição “Kumari Nayika” une Índia e Portugal através da arte

A exposição “Kumari Nayika”, que está a decorrer no Palácio dos Duques de Cadaval, em Évora, é um projeto que une a Índia e Portugal através da arte. Esta iniciativa nasceu de um encontro inesperado entre a artista francesa Helène Guétary e o antropólogo norte-americano Michael Daube, durante um passeio de tuk-tuk na cidade de Jaisalmer, no Rajastão. A conversa entre os dois resultou numa visita à escola feminina Rajkumari Ratnavati, onde Guétary decidiu desenvolver um projeto artístico que envolvesse as jovens alunas.

A prática artística de Guétary é multidisciplinar e foca na interseção entre narrativa, cultura e impacto social. No contexto da escola, ela criou um guião para uma fotografia coletiva, que se transformou numa narrativa rica, impulsionada pela energia e criatividade das 16 jovens que participaram. Os sonhos e anseios destas raparigas foram incorporados na história, onde a personagem principal, Princess Rimjhim, simboliza a luta e os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade.

A exposição “Kumari Nayika” não se limita a mostrar fotografias, mas procura transmitir uma mensagem poderosa sobre a importância da educação e da criatividade na vida das jovens. Alexandra de Cadaval, responsável pelo espaço, destaca que a escola Rajkumari Ratnavati “faz muito mais do que educar”, ao introduzir dignidade e beleza na vida das raparigas, que muitas vezes são invisibilizadas na sociedade.

Guétary sublinha que a determinação e entrega das jovens foram fundamentais para o sucesso do projeto. Elas não apenas participaram na representação, mas também se envolveram ativamente na construção dos figurinos, utilizando materiais reciclados e desenvolvendo um sentido de comunidade. A artista ficou impressionada com a dedicação e entusiasmo das jovens, que demonstraram uma capacidade extraordinária de se envolver no processo criativo.

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A exposição também inclui um programa paralelo que visa promover o diálogo intercultural e a cidadania global. Entre 14 de março e 17 de maio de 2026, o Palácio dos Duques de Cadaval irá organizar atividades educativas, oficinas criativas e sessões de conversa sobre a infância na Índia. O objetivo é criar um espaço de encontro e participação ativa, onde a arte possa ser um território de compreensão mútua e construção comunitária.

A mensagem central da exposição é clara: a imaginação e a transformação social podem andar de mãos dadas. “Kumari Nayika” é um testemunho de que a arte pode ser uma poderosa ferramenta de empoderamento e mudança, mostrando que a transformação social é possível, mesmo nas comunidades mais desafiadas.

Leia também: A importância da arte na educação e no empoderamento social.

Kumari Nayika Kumari Nayika Nota: análise relacionada com Kumari Nayika.

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Fonte: Sapo

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