A Inteligência Artificial no Imobiliário: O que Precisa de Saber

No recente TEDx Porto 2026, o neurocientista Moran Cerf trouxe à tona uma reflexão intrigante sobre a Inteligência Artificial (IA) e o seu impacto no comportamento humano, especialmente no setor imobiliário. A sua análise destaca uma verdade desconfortável: a maior força da IA é também a sua maior fraqueza. A IA aprende e adapta-se, mas faz isso sem emoções.

A capacidade da IA de influenciar emoções humanas é notável, mesmo que não sinta nada. O cérebro humano, ao longo da sua evolução, desenvolveu-se para interpretar e manipular emoções. A IA, por sua vez, aprendeu a imitar essa dinâmica observando-nos. Hoje, sistemas de IA conseguem persuadir e influenciar decisões, tudo isso sem qualquer tipo de sentimento, simplesmente porque não são humanos.

A evolução da internet passou por três fases: informação, atenção e agora cognição. O foco atual não é apenas captar a atenção, mas sim levar à ação. No imobiliário, esta transformação é evidente. Os profissionais do setor não competem apenas entre si, mas também com sistemas automáticos que conseguem despoletar e influenciar comportamentos humanos de forma eficaz.

A personalização de textos, respostas instantâneas e conteúdos ajustados são exemplos de como a IA atua, tudo isso sem a presença de emoções. Contudo, um dos maiores riscos é a confiança cega que as pessoas depositam na IA. Estudos indicam que 9 em cada 10 pessoas aceitam respostas geradas por IA sem as validar. Isso levanta a questão: quantas decisões no imobiliário estão a ser influenciadas por IA neste momento?

A nova influência da IA é muitas vezes invisível. Não é necessário mentir; basta ajustar a linguagem, reforçar vieses ou omitir informações. Assim, a proposta que surge é clara: não basta regular a IA, é preciso educá-la. Através do que se chama Representation Engineering, podemos moldar os dados e exemplos que alimentam a IA, criando sistemas mais éticos e equilibrados. No contexto imobiliário, isso não deve ser visto como um risco, mas sim como uma oportunidade.

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Aqueles que produzem conteúdos de qualidade e informação qualificada têm a capacidade de influenciar o próprio sistema de IA. A questão passa a ser menos sobre métricas e mais sobre a qualidade da informação que se partilha.

Embora a IA não substitua o imobiliário, ela pode ajudar a transformar as decisões neste setor. Num mundo cada vez mais artificial, a confiança tangível continua a ser um ativo valioso e será a maior vantagem para quem atua no mercado.

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Inteligência Artificial Inteligência Artificial Inteligência Artificial Inteligência Artificial Nota: análise relacionada com Inteligência Artificial.

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Fonte: Doutor Finanças

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