O primeiro relatório trimestral do Observatório Imobiliário do Doutor Finanças revela tendências significativas no mercado imobiliário em Portugal entre janeiro e março de 2026. Os dados mostram uma ligeira descida nos preços das casas, enquanto as rendas aumentaram na maioria dos distritos do país.
Entre janeiro e março, o preço médio das casas à venda em Portugal caiu 0,4%, fixando-se nos 3.633 euros por metro quadrado. Esta descida não foi uniforme, com oito distritos a registarem aumentos e dez a apresentarem quedas. Lisboa, por exemplo, viu os preços recuarem 0,9%, estabelecendo-se em 5.783 euros/m². A maior descida foi em Évora, com uma queda de 5,3%. Por outro lado, Portalegre destacou-se com um aumento de 1,1%.
No que diz respeito ao arrendamento, os preços das casas subiram 0,6% a nível nacional, atingindo uma média de 16,13 euros/m². Apenas três distritos registaram descidas nas rendas: Évora, Madeira e Porto. As maiores subidas foram observadas em Santarém, Faro e Açores, onde as rendas aumentaram significativamente. Lisboa continua a ser a cidade com as rendas mais altas, atingindo 20,79 euros/m².
Além das variações nos preços, o relatório também destaca um aumento no tempo necessário para vender ou arrendar uma casa. O tempo médio para venda de apartamentos subiu para 177 dias, enquanto as moradias levaram, em média, 125 dias. Este aumento sugere que os compradores e inquilinos estão a demorar mais a tomar decisões, refletindo uma maior comparação entre opções.
Outro dado relevante é a redução da oferta no mercado. Entre janeiro e março, o número de imóveis disponíveis caiu 2,6%, com o stock ativo a descer para 73.683 casas. Esta diminuição da oferta pode estar a influenciar a evolução dos preços, tanto na venda como no arrendamento.
Por fim, o Índice de Acessibilidade Habitacional, que mede a relação entre o rendimento mensal médio e a prestação do crédito à habitação, registou uma ligeira melhoria, passando de 1,91 para 1,93. Em termos práticos, um casal precisa de destinar cerca de 52% do seu rendimento mensal para a prestação de um apartamento T2.
Em suma, os preços das casas em Portugal estão a descer, enquanto as rendas continuam a subir, refletindo um mercado em transformação. Leia também: O impacto das taxas de juro no mercado imobiliário.
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Fonte: Doutor Finanças





