Receitas da LVMH caem 6% no primeiro trimestre de 2026

O primeiro trimestre de 2026 não trouxe boas notícias para a LVMH, o maior conglomerado de marcas de luxo do mundo. As receitas do grupo, que inclui marcas icónicas como Louis Vuitton e Dior, totalizaram 19,1 mil milhões de dólares, uma queda de 6% em comparação com os 20,3 mil milhões de euros reportados no mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, o impacto cambial negativo de 7% é um dos principais responsáveis por estes resultados.

A LVMH descreve o contexto atual como “disruptivo”, com o conflito no Médio Oriente a afetar as vendas. O grupo estima que a situação no Irão teve um impacto negativo de 1% no seu crescimento orgânico.

Analisando por regiões, a Ásia, excluindo o Japão, destacou-se com um crescimento orgânico de 7%, representando 32% das receitas do grupo e funcionando como o principal motor de crescimento. Os Estados Unidos também apresentaram um aumento de 3%, enquanto a Europa e o Japão registaram quedas de 3%. Outros mercados contribuíram com 14% da receita total.

No que diz respeito às divisões de negócio, a Moda e Marroquinaria, que historicamente têm sido o pilar da LVMH, geraram receitas de 9,25 mil milhões de euros, uma descida de 9%. Apesar disso, a empresa sublinha que marcas como Louis Vuitton e Dior continuam a apresentar uma dinâmica criativa e comercial forte, com novos produtos e experiências em loja.

O segmento de retalho, que inclui a Sephora e a DFS, alcançou 4,05 mil milhões de euros, com um crescimento orgânico de 4%, apesar de uma descida de 3% nos números reportados. A Sephora continuou a ganhar quota de mercado e a expandir a sua rede, enquanto a DFS está a passar por uma reestruturação, incluindo a venda de ativos na China e concessões em aeroportos nos Estados Unidos.

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O segmento de Relógios e Joalharia foi o mais dinâmico do trimestre, com receitas de 2,44 mil milhões de euros e um crescimento orgânico de 7%. Marcas como Tiffany e Bulgari, que têm visto uma forte procura nas suas linhas mais emblemáticas, foram fundamentais para estes resultados, reforçando a importância das joias no portefólio da LVMH.

Por outro lado, a área de Perfumes e Cosméticos reportou receitas de 2,04 mil milhões de euros, com uma queda de 6%. No entanto, lançamentos de perfumes da Dior e Guerlain tiveram um desempenho positivo. A divisão de Vinhos e Espirituosos alcançou 1,27 mil milhões de euros, beneficiando de um crescimento orgânico de 5%, impulsionado pelo Ano Novo Chinês e pela procura na Ásia.

Em 2025, a LVMH já havia reportado um crescimento orgânico das receitas de 1% no segundo semestre, mas os resultados totais do ano ficaram abaixo de 2024, passando de quase 84,6 mil milhões de euros para cerca de 80,8 mil milhões.

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Fonte: ECO

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