Governo irlandês supera moção de confiança após protestos por combustíveis

O Governo irlandês conseguiu superar uma moção de confiança, que foi votada esta terça-feira, em meio a uma onda de protestos contra o aumento do preço dos combustíveis. Estes protestos, que começaram no dia 7 de abril, resultaram em interrupções significativas no abastecimento de petróleo e provocaram grandes engarrafamentos em várias cidades. O primeiro-ministro, Micheál Martin, defendeu a atuação do seu Governo de coligação, afirmando que tomou medidas para pôr fim ao que chamou de “bloqueio destrutivo”.

A moção foi aprovada com 92 votos a favor e 78 contra, garantindo assim a continuidade do Governo. Se tivesse perdido, Martin teria sido obrigado a demitir-se e o parlamento teria de eleger um novo primeiro-ministro ou convocar novas eleições na Irlanda. O primeiro-ministro destacou que os cortes de impostos propostos pelo Governo são os mais significativos da Europa, numa tentativa de mitigar os impactos do aumento do preço dos combustíveis, que dispararam em consequência da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, que resultou no encerramento do estreito de Ormuz, um ponto crucial para o abastecimento mundial de petróleo.

Martin refutou as críticas de que o Governo não estava a agir, afirmando que a acusação de inação era “simplesmente falsa”. A moção de confiança foi apresentada para consolidar o apoio à coligação, que inclui os partidos de centro-direita Fianna Fáil e Fine Gael, além de alguns independentes, antes de uma moção de censura que havia sido proposta pelo Sinn Féin, o principal partido da oposição.

Os partidos da oposição criticaram Martin pela falta de uma resposta mais rápida aos protestos e consideraram o pacote de ajuda anunciado como insuficiente para enfrentar a crescente crise do custo de vida na Irlanda. A líder do Sinn Féin, Mary Lou McDonald, descreveu a situação como um “desplante” e acusou a coligação de estar desconectada da realidade das pessoas que enfrentam dificuldades.

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Os protestos, que envolveram camionistas, agricultores e taxistas, resultaram em bloqueios de estradas e infraestruturas importantes, incluindo a principal via de Dublin. Os manifestantes exigiam medidas como tetos de preços ou cortes de impostos para aliviar os custos crescentes dos combustíveis, que, segundo eles, estão a levar muitos à falência.

Martin reconheceu que o Governo pode aprender com os protestos, mas defendeu a resposta das forças de segurança para remover os bloqueios à única refinaria de petróleo do país, localizada em Whitegate, no condado de Cork. O primeiro-ministro sublinhou a importância dos portos para a economia, afirmando que um bloqueio prolongado poderia resultar em perdas significativas de emprego e produção.

As manifestações foram toleradas até ao fim de semana, quando a polícia usou gás pimenta em confrontos com alguns manifestantes. Apesar das tensões, muitos participantes sentiram que tinham conseguido forçar o Governo a considerar concessões. O parlamento também está a preparar a votação de um pacote de apoio aos combustíveis, no valor de 505 milhões de euros, que inclui pagamentos diretos a camionistas e subsídios para os setores agrícola e das pescas, além de um corte de impostos de 250 milhões de euros aprovado há três semanas.

Leia também: A crise do custo de vida na Irlanda e as suas implicações.

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Fonte: ECO

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