O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou esta sexta-feira, em Barcelona, que o país não permitirá que a sua riqueza mineral seja apropriada, como aconteceu no passado durante o ciclo do ouro. Durante uma cimeira com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, Lula destacou a importância de o Brasil tirar proveito da sua vasta riqueza mineral, especialmente no contexto da revolução energética global.
“Se não aproveitarmos esta fase da revolução energética, estaremos a desperdiçar uma oportunidade única”, sublinhou o chefe de Estado brasileiro. Ele referiu-se às terras raras e minerais críticos como elementos essenciais para o desenvolvimento tecnológico e a transição energética, enfatizando que o Brasil não pode repetir os erros do passado. “O Brasil já deixou passar várias oportunidades, como o ciclo do ouro e o ciclo do ferro. Agora, não podemos permitir que a riqueza que a natureza nos deu não nos faça ricos”, afirmou.
Ao longo da cimeira, Lula enfatizou que o Brasil está aberto a parcerias, mas sem abrir mão da sua soberania mineral. “Estamos dispostos a colaborar com quem quiser ajudar, desde que haja um respeito pela nossa soberania, que é uma questão de segurança nacional”, disse. O Presidente brasileiro deixou claro que a riqueza mineral do país deve ser controlada exclusivamente pelo Brasil. “Ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza mineral”, reiterou.
As terras raras, um conjunto de 17 elementos químicos, são vitais para a tecnologia moderna e a transição energética. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, o que tem atraído a atenção de várias potências, incluindo os Estados Unidos. Recentemente, Lula criticou adversários políticos que, segundo ele, estão dispostos a negociar a riqueza mineral do Brasil em benefício de interesses estrangeiros. “O Flávio Bolsonaro quer vender para os Estados Unidos algo que é muito importante para o Brasil”, afirmou.
A cimeira em Barcelona não se limitou apenas a questões bilaterais, mas também incluiu iniciativas internacionais em defesa da democracia, com a participação de líderes de vários países da América Latina e da Europa. Lula e Sánchez estão na origem de três iniciativas que decorrem durante o fim de semana, destacando a relevância da cooperação internacional em tempos de desafios globais.
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Fonte: ECO





