O primeiro-ministro, Luís Montenegro, enfatizou a necessidade de “bons protagonistas na gestão das instituições” de segurança e justiça, durante a cerimónia de tomada de posse do novo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro. O evento teve lugar no Ministério da Justiça, em Lisboa, e Montenegro destacou que é crucial “alimentar” os sistemas de segurança e justiça para que Portugal continue a ser um dos países mais seguros do mundo.
Montenegro alertou que a segurança não é garantida apenas pelo passado, mas requer um esforço contínuo. “Se não fizermos nada para alimentar o nosso sistema de segurança e o nosso sistema de justiça, corremos o risco de não mantermos essa posição”, afirmou. O primeiro-ministro sublinhou que a PJ desempenha um papel central na proteção dos direitos fundamentais dos cidadãos e na preservação dos princípios do Estado de Direito.
Para Montenegro, o combate à criminalidade, especialmente à mais grave, exige “bons mecanismos de prevenção”. A dissuasão é essencial, pois as pessoas devem sentir que as suas ações têm consequências. “O Estado deve ter meios efetivos de presença, visibilidade e celeridade”, acrescentou.
No seu discurso, que durou cerca de 25 minutos, o primeiro-ministro abordou crimes prioritários para o Governo, como o tráfico de drogas, que considerou a “mãe e o pai de muitos outros crimes”. Além disso, mencionou a criminalidade económica e financeira, os incêndios e o cibercrime, assim como a violência doméstica, que classificou como um “desígnio nacional”.
Montenegro reconheceu que o novo diretor nacional da PJ enfrenta um desafio complexo, mas estimulante, que é uma prioridade para a democracia e para o futuro de Portugal. Ele também destacou os esforços do Governo em reforçar os recursos humanos e tecnológicos da PJ, assim como o aumento orçamental previsto no Orçamento do Estado deste ano.
Carlos Cabreiro, que tem uma longa carreira na PJ desde 1991, assegurou que a instituição não cede a pressões mediáticas, mas sim aos factos e à necessidade de investigação. “O timing para a ação foi considerado necessário para garantir indícios suficientes para a detenção”, afirmou, referindo-se a um caso recente de terrorismo.
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Fonte: ECO





