A banana da Madeira, embora originária do sudeste asiático, encontrou na ilha um microclima perfeito que a transformou numa das suas imagens de marca. O Centro da Banana da Madeira (BAM), localizado no Lugar de Baixo, no concelho da Ponta do Sol, é um espaço que celebra esta fruta, combinando um museu, estufas, plantações e uma cafetaria.
Inaugurado há quase quatro anos, o BAM destaca-se pela sua oferta educativa e interativa. Aqui, os visitantes podem explorar 18 variedades de banana, embora a maioria não seja comercializada. O museu utiliza tecnologia imersiva para contar a história da banana da Madeira, incluindo um holograma que ilustra o ciclo de vida da bananeira. Cláudia Teixeira, guia do museu, explica que as bananeiras foram trazidas para a ilha por navegadores, após o seu descobrimento.
Reconhecido em 2023 como o melhor museu português na categoria de conteúdos digitais pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), o BAM também conta com um guia virtual chamado Pedro, que responde a perguntas sobre a banana da Madeira. Este recurso permite que os visitantes aprendam curiosidades, como o fato de que uma bananeira produz apenas um cacho de bananas, que pode pesar entre 35 a 45 quilos.
O espaço não se limita a mostrar a fruta; o BAM é também um centro de boas práticas agrícolas. Nuno Barros, administrador do espaço, destaca que o centro serve como modelo para técnicas que os produtores podem replicar nas suas culturas, como sistemas de rega e amarração das bananeiras. O objetivo é que quem visita o BAM veja a banana da Madeira e o seu cultivo de uma nova perspetiva.
O centro é uma homenagem à agricultura e à cultura da região, e tem como missão promover a banana da Madeira, cuja produção atingiu 20,9 mil toneladas no ano passado. Contudo, este número está longe das 50 mil toneladas registadas no início da década de 90, devido à crescente urbanização que afetou terrenos agrícolas.
Em 2025, o BAM recebeu 65 mil visitantes, e a expectativa para este ano é de 85 mil. O centro planeia expandir o museu e diversificar a oferta lúdica, garantindo a sua autossustentabilidade. Atualmente, são produzidas entre 50 a 55 toneladas de banana por ano nas suas instalações, com uma equipa de sete funcionários a assegurar o funcionamento do espaço.
As estufas do BAM, que podem ser visitadas, são onde as plantas amadurecem antes de serem entregues aos agricultores. Estas bananeiras, previamente tratadas em laboratório, são isentas de doenças, garantindo uma boa colheita. Além disso, a cafetaria do centro oferece uma variedade de produtos à base de banana, desde bolos a bebidas.
O BAM está aberto todos os dias, das 09:00 às 18:00 no inverno e até às 19:00 no verão. O bilhete normal custa nove euros, e os residentes na Madeira têm entrada gratuita no último sábado de cada mês. Os produtores e seus familiares também podem visitar o espaço sem custos.
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Fonte: ECO





