Moçambique incentiva transportes públicos e teletrabalho devido a combustíveis

O Governo de Moçambique lançou um apelo à população para a racionalização do uso de combustíveis, sugerindo a utilização de transportes públicos e a adoção do teletrabalho. Esta iniciativa surge num contexto de incerteza, com a possibilidade de uma atualização dos preços dos combustíveis prevista para maio.

Em comunicado do Gabinete de Informação (Gabinfo), o executivo moçambicano reafirma a disponibilidade de combustíveis no país, mas exorta os operadores a agir com responsabilidade, de modo a não comprometer o interesse público. O Governo está empenhado em proteger a economia e as famílias, enquanto se prepara para a eventual alteração dos preços, que poderá ser influenciada pela alta dos preços internacionais.

A situação em Maputo é preocupante, com filas intermináveis de automobilistas nos postos de abastecimento. Muitos destes postos estão encerrados ou têm reforço policial, embora tenha havido algumas melhorias na disponibilidade de gasolina e gasóleo. A crise de combustíveis, exacerbada pelo conflito no Médio Oriente, está a afetar também outras províncias do país.

O Governo identificou que a escassez de combustíveis nos postos é resultado de uma “corrida massiva” de automobilistas, que, receando a falta de stocks, estão a adquirir quantidades excessivas. Além disso, algumas distribuidoras enfrentam dificuldades em adquirir combustíveis nos portos devido a problemas de liquidez, o que contribui para a crise de combustíveis.

Recentemente, o Governo iniciou uma fiscalização rigorosa dos postos de abastecimento, verificando as quantidades de combustível nos tanques dos revendedores e solicitando relatórios de vendas para entender a origem da falta de combustíveis. A diretora da Direção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis (DNHC), Felisbela Cunhete, destacou a necessidade de compreender por que o combustível que sai dos tanques não chega aos postos.

Para mitigar a crise de combustíveis, alguns revendedores decidiram limitar a quantidade de combustível vendida por veículo, embora essa medida não tenha sido uma orientação do Governo. A Autoridade Reguladora de Energia (Arene) também está a monitorizar a situação em Maputo e Matola, investigando as causas da elevada procura e os constrangimentos no abastecimento.

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O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (Mireme) aprovou medidas excecionais para garantir o abastecimento de combustíveis líquidos, assegurando um reabastecimento rápido dos postos e a disponibilidade do produto ao público. O Governo reconheceu a pressão sobre os postos de combustíveis, que têm sido alvo de filas enormes devido ao receio de rutura de stocks e aumento de preços.

Leia também: O impacto da crise de combustíveis na economia moçambicana.

crise de combustíveis Nota: análise relacionada com crise de combustíveis.

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Fonte: Sapo

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