Preços em alta: impacto da guerra no Irão e combustíveis

Os preços em Portugal registaram um aumento de 2,71% em março, comparando com o mesmo mês do ano anterior. Este crescimento é, em grande parte, atribuído à escalada dos preços dos combustíveis, influenciada pela guerra no Irão. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que a gasolina subiu 6,23% e o gasóleo disparou 16,3% em termos homólogos, enquanto a inflação subjacente, que exclui produtos energéticos e alimentares não transformados, aumentou apenas 2%.

Os dados mostram que, apesar do aumento geral, nem todos os produtos e serviços estão a ser afetados da mesma forma. Por exemplo, os alimentos e bebidas não alcoólicas aumentaram 3,65% em um ano, mas a variação já era semelhante em meses anteriores, como fevereiro e dezembro. Este cenário levanta preocupações sobre a possibilidade de os combustíveis fósseis contaminarem outros sectores da economia, dependendo da duração do conflito.

A categoria dos peixes e mariscos, por exemplo, teve um aumento significativo de 9,19% no último ano. No entanto, o marisco em si, independentemente da sua forma, subiu apenas 2,47%. Isto demonstra que as variações de preços podem ser bastante amplas, mesmo dentro da mesma categoria. Os preços dos cereais, que aumentaram após a invasão da Ucrânia, estão a corrigir-se, com uma queda de 4,82% em março em comparação com o ano anterior.

Nos últimos anos, os consumidores têm enfrentado uma montanha-russa de preços, especialmente após a invasão russa em fevereiro de 2022, que se seguiu a um período logístico caótico pós-pandemia. Para entender melhor o impacto das guerras nos preços, analisámos quais produtos subiram e quais desceram.

Entre os produtos que mais aumentaram nos últimos quatro anos, destacam-se o “peixe seco, salgado, em salmoura ou fumado”, que subiu 69,3%, e os ovos, com um aumento de 66,7%. No top 10 de aumentos, sete produtos são alimentares, incluindo bagas frescas (64,1%) e bebidas à base de cacau (55,7%). Também se destacam as férias organizadas e serviços relacionados, que registaram aumentos significativos.

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Por outro lado, alguns produtos apresentaram descidas de preços. O “equipamento para desporto” caiu 30,5%, assim como outros itens como equipamentos de som e vídeo e pequenos aparelhos de cozinha, todos com quebras superiores a 20%. A lista de descidas é surpreendentemente longa e inclui calçado, bicicletas e computadores.

Os preços em alta refletem a complexidade do mercado e as suas dinâmicas, onde cada produto tem a sua própria trajetória. Com a incerteza global, é essencial acompanhar as tendências e variações para melhor gerir o orçamento familiar. Leia também: O impacto da inflação no seu dia a dia.

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Fonte: Sapo

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