Medidas do Governo não resolvem sinistralidade automóvel em Portugal

A sinistralidade automóvel em Portugal continua a ser uma preocupação crescente, apesar das recentes medidas anunciadas pelo Governo. Rosário Lima, Chief Claims Officer da Zurich, partilha a sua visão sobre a situação atual e as implicações das novas políticas. Com uma vasta experiência no setor, Lima destaca que a fiscalização e a prevenção são fundamentais, mas não suficientes para resolver o problema da sinistralidade automóvel.

As novas medidas do Governo focam-se na fiscalização e na aplicação rigorosa de coimas. A ideia é que uma fiscalização eficaz possa desencorajar comportamentos infratores nas estradas. Contudo, Rosário Lima alerta que, embora essas ações sejam um passo positivo, elas não resolverão a elevada sinistralidade automóvel por si só. É necessário um esforço contínuo para promover uma cultura de segurança rodoviária.

Os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) revelam que, entre janeiro e novembro de 2025, ocorreram mais de 125 mil acidentes rodoviários. Embora tenha havido uma redução no número de mortes, o aumento de acidentes com feridos graves é alarmante. Lima refere que os acidentes mais preocupantes envolvem utilizadores vulneráveis, como motociclistas e condutores de trotinetes, que enfrentam riscos elevados de lesões severas.

Além disso, a sinistralidade automóvel é particularmente elevada em grandes centros urbanos, mas os acidentes mais graves tendem a ocorrer em estradas nacionais. O mapeamento de áreas de risco é crucial para direcionar ações de prevenção e fiscalização, ajudando a implementar medidas que aumentem a segurança rodoviária.

A evolução dos danos materiais e pessoais acompanha o agravamento da sinistralidade. Os custos de reparação aumentam, refletindo a gravidade dos acidentes. A Zurich tem um papel importante na assistência às vítimas e na promoção de comportamentos seguros entre os condutores. A crescente sinistralidade automóvel também impacta os prémios de seguro, que têm vindo a aumentar devido às indemnizações mais elevadas e à pressão da inflação.

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As coberturas complementares ao Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel (SORCA) estão a ganhar popularidade, com clientes a procurarem proteções adicionais. A consciência sobre os riscos climáticos, especialmente após as recentes tempestades, tem levado os condutores a considerar coberturas de danos próprios.

Por fim, a evolução dos veículos elétricos também representa um desafio no que diz respeito aos custos de reparação, uma vez que as suas peças são mais dispendiosas e complexas de substituir. A Zurich está atenta a estas mudanças, adaptando as suas soluções às necessidades dos clientes.

Em suma, embora as medidas do Governo sejam um passo na direção certa, a sinistralidade automóvel em Portugal requer uma abordagem mais abrangente e contínua. Leia também: “O impacto das novas tecnologias na segurança rodoviária”.

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Fonte: ECO

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