Open Cosmos integra IA em satélites para projeto da NASA

A Open Cosmos, uma empresa dedicada à construção de satélites e que recentemente adquiriu a Connected em Portugal, está a dar um passo significativo ao integrar inteligência artificial (IA) nos seus satélites. Esta iniciativa surge através de uma colaboração com a Ubotica Technologies e visa conectar dois satélites ao projeto FAME da NASA. Este projeto ambicioso tem como objetivo interligar mais de 50 satélites que serão capazes de detectar, analisar e responder a eventos em tempo real.

Rafel Jordá Siquier, CEO da Open Cosmos, sublinha a importância desta colaboração: “Na Open Cosmos, concebemos e desenvolvemos missões de satélite para ajudar a compreender e ligar o mundo. Ao contribuir com as nossas naves equipadas com IA para o FAME, estamos a desbloquear uma nova geração de sistemas de observação da Terra autónomos e coordenados.” Esta afirmação reflete a visão de um futuro em que os satélites não apenas recolhem dados, mas também os interpretam e atuam de forma inteligente.

A parceria com a Ubotica Technologies permitirá uma redução significativa da latência, tanto na programação de tarefas como na repatriação de dados. “Este acordo constitui um marco nas operações autónomas de satélites e no processamento de dados a bordo”, afirma Siquier. A eficiência dos sistemas end-to-end no espaço será, assim, elevada a um novo patamar.

Os dois satélites da Open Cosmos, que estarão equipados com a plataforma SPACE:AI da Ubotica, farão parte do projeto Flight Demonstration of Federated Autonomous MEasurement (FAME). Este projeto representa uma evolução da tecnologia Dynamic Targeting, que permite o processamento de dados em tempo real, possibilitando aos satélites identificar eventos de interesse quase instantaneamente e realizar a aquisição dinâmica de alvos sem intervenção terrestre.

Fintan Buckley, CEO da Ubotica Technologies, também comentou sobre a importância desta colaboração: “O Dynamic Targeting demonstrou o que um único satélite com IA a bordo pode alcançar. O FAME mostra o que acontece quando essa capacidade é coordenada numa rede.” A contribuição da Ubotica será crucial para detectar o que é relevante, processar em órbita e transmitir sinais rapidamente.

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A demonstração em voo do projeto FAME está prevista para começar no verão de 2026, com a intenção de escalar para uma rede composta por mais de 50 satélites. Ao longo dos três anos do projeto, espera-se que milhares de alertas automatizados sejam processados e que tarefas autónomas sejam executadas entre diferentes operadores.

Leia também: O futuro da observação da Terra com tecnologia espacial.

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Fonte: ECO

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