Papa Leão XIV apela à reconciliação em Angola

O Papa Leão XIV fez um apelo à reconciliação em Angola, durante um encontro com missionários na Paróquia de Fátima. Este encontro, que teve lugar na segunda-feira, foi o último ato da visita do Santo Padre ao país, que começou no sábado e termina na terça-feira. O Papa destacou a importância do papel dos missionários na promoção da paz e da reconciliação, especialmente após o impacto do conflito armado que afetou Angola durante décadas.

Durante o seu discurso, Leão XIV elogiou o trabalho dos agentes pastorais, que têm sido fundamentais na denúncia da guerra e no apoio às comunidades afetadas. “O vosso contributo é reconhecido e apreciado, mas a missão não terminou. Promovam uma memória reconciliável, educando todos para a concórdia”, afirmou o Papa, sublinhando a necessidade de um testemunho sereno e de perdão entre os angolanos.

O Santo Padre também recordou as palavras do Papa Paulo VI, que afirmava que “o desenvolvimento é o novo nome da paz”. Ele exortou os missionários a não desistirem de denunciar injustiças, apresentando propostas que reflitam a caridade cristã. “Continuem a ser uma Igreja generosa, colaborando para o desenvolvimento integral do vosso país”, acrescentou.

Leão XIV enfatizou que, cinquenta anos após a independência de Angola, o futuro do país está nas mãos dos missionários, que devem agir sempre em nome de Cristo. “Todos os angolanos têm o direito de construir este país, mas os discípulos do Senhor devem fazê-lo segundo a lei da caridade”, afirmou. Ele destacou a importância da formação religiosa e do acompanhamento dos formadores, para que os fiéis possam ser esclarecidos e protegidos da superstição.

Na sua chegada à Paróquia de Fátima, o Papa foi recebido pelo presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, Manuel Imbamba. Antes deste encontro, cumprimentou a multidão que se reunira em frente à Nunciatura Apostólica e abençoou várias crianças, num gesto que se repetiu ao longo da sua visita.

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As ruas estavam repletas de cidadãos que se juntaram para saudar o Papa, que segue na terça-feira para Malabo, na Guiné Equatorial, encerrando assim uma visita pastoral que incluiu também a Argélia e os Camarões. A mensagem de reconciliação em Angola continua a ser um tema central, refletindo a necessidade de união e paz num país que ainda vive as consequências de um passado conturbado.

Leia também: O papel da Igreja na reconstrução de Angola.

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Fonte: Sapo

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