Ministério da Educação financia residências universitárias com venda

O Ministério da Educação anunciou que irá investir cerca de 5,3 milhões de euros na construção de residências universitárias, resultado da venda da antiga sede localizada na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa. A informação foi divulgada pelo ministro Fernando Alexandre durante uma audição na comissão parlamentar de Educação e Ciência.

A venda do edifício, que estava desocupado desde 2018, foi realizada à Universidade Aberta, que, por sua vez, cedeu dois imóveis na zona do Príncipe Real. Este acordo inclui o pagamento dos 5,3 milhões de euros, que serão utilizados para a construção de novas residências universitárias, uma necessidade crescente no contexto do ensino superior em Portugal.

Inicialmente, o edifício da Avenida 5 de Outubro tinha sido projetado para se tornar uma residência universitária com capacidade para cerca de 600 alunos, com preços de quartos a rondar os 200 euros. Contudo, as obras nunca avançaram, e o edifício de 13 andares permaneceu fechado. Em outubro de 2024, o ministro explicou que a requalificação do espaço para alojamento estudantil seria demasiado onerosa devido às suas características estruturais.

O Governo, ao anunciar a alienação em janeiro, sublinhou que a receita da venda dos edifícios da Universidade Aberta, incluindo o Palácio Ceia e outro na Rua da Imprensa Nacional, será aplicada na criação de soluções habitacionais e em residências académicas. Este investimento é crucial para responder à crescente demanda por alojamento para estudantes.

Até que as obras na antiga sede do Ministério da Educação sejam concluídas, a Universidade Aberta poderá continuar a utilizar o Palácio Ceia, com um prazo estimado de dois anos. Caso não cumpra este prazo, a instituição terá de pagar ao Estado uma penalização de 69.250 euros por cada mês de atraso, um valor que será atualizado anualmente pela taxa de inflação.

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Este investimento nas residências universitárias é uma resposta às necessidades dos estudantes e uma tentativa de mitigar a crise de alojamento que afeta muitos jovens em Portugal. Leia também: O impacto da falta de alojamento no ensino superior.

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Fonte: ECO

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