A REN, responsável pela gestão das redes de eletricidade e gás em Portugal, apresentou esta terça-feira no Parlamento a sua posição sobre os investimentos necessários para o funcionamento das infraestruturas. Durante uma audição na comissão parlamentar de Ambiente e Energia, o administrador João Conceição destacou a importância dos projetos base, que considera essenciais, mas remeteu para o Governo a decisão sobre os projetos complementares.
A empresa divide os seus planos de investimento em dois tipos: os “projetos base”, que são indispensáveis para a operação das redes, e os “projetos complementares”, que visam responder a objetivos de política energética. João Conceição sublinhou que a responsabilidade de decidir sobre os projetos complementares cabe ao decisor de política energética.
Os investimentos em questão incluem o Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Transporte de Eletricidade (PDIRT-E) para 2024 e o Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte, Infraestruturas de Armazenamento e Terminais de GNL (gás natural liquefeito) para o período de 2026 a 2035. No que diz respeito à eletricidade, a REN propõe um investimento base de cerca de 481 milhões de euros para o primeiro quinquénio do plano 2025-2034, além de projetos complementares que totalizam aproximadamente 775 milhões de euros.
Entre os projetos complementares no setor elétrico, João Conceição mencionou a necessidade de reforçar a capacidade de injeção de energias renováveis na rede e a reformulação da rede nacional de transporte, que inclui o enterramento de linhas na Grande Lisboa e no Grande Porto. No setor do gás, a proposta da REN inclui um investimento base de 101 milhões de euros, focando na modernização e digitalização de ativos, bem como na melhoria do terminal de GNL em Sines.
O administrador também destacou a importância do reforço do armazenamento de gás no Carriço, que prevê a criação de novas cavidades subterrâneas com capacidade adicional superior a 1,2 TWh. Este projeto surge na sequência da crise energética provocada pela guerra na Ucrânia.
Questionado sobre o parecer da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), João Conceição afirmou que as recomendações da entidade estão refletidas nos projetos base, enquanto as reservas do regulador se concentram nos projetos complementares, que a ERSE sugere que sejam adiados.
João Conceição fez ainda um resumo das concessões operadas pela REN, que incluem as redes nacionais de transporte de eletricidade e gás, o terminal de GNL de Sines e o armazenamento subterrâneo do Carriço. A empresa enfatizou que as suas atividades representam cerca de 5,7% do custo total da tarifa da eletricidade e 12,8% no gás.
A necessidade de investimentos na rede elétrica foi reforçada pelo apagão ibérico de 28 de abril de 2025, que evidenciou a urgência de melhorias em equipamentos de estabilização. O presidente executivo da REN, Rodrigo Costa, defendeu a gestão prudente da empresa, afirmando que os custos da REN estão 20% a 30% abaixo da média dos operadores de rede de transporte na Europa.
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Fonte: ECO





