O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu cancelar a missão dos seus enviados especiais, Jared Kushner e Steve Witkoff, ao Paquistão, onde estava prevista uma nova ronda de negociações com o Irão. A decisão foi anunciada durante uma entrevista à Fox News, onde Trump afirmou que os EUA “têm todas as cartas na mão” no que diz respeito ao conflito com Teerão, sublinhando que não valia a pena enviar os seus representantes para “ficar sentados a falar de nada”.
A viagem a Islamabad tinha sido confirmada na sexta-feira pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que a descreveu como uma “conversa presencial” com representantes iranianos. No entanto, o Irão já havia indicado que não estava disposto a realizar um encontro direto com os enviados norte-americanos, preferindo que as suas posições fossem transmitidas ao Paquistão, que atua como mediador nas negociações.
Este cancelamento ocorre num contexto de fragilidade nas relações diplomáticas. A primeira ronda de negociações em Islamabad, que teve lugar a 12 de abril, terminou sem um acordo, após o vice-presidente J.D. Vance, que liderava a delegação americana, ter declarado que o Irão “optou por não aceitar os nossos termos”.
Apesar da decisão de Trump, o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, já se encontrava em Islamabad, onde se reuniu com o primeiro-ministro e outras autoridades paquistanesas para discutir os esforços de paz na região. Trump, por sua vez, enfatizou que a iniciativa para o diálogo deve partir do lado iraniano, afirmando: “Podem ligar-nos a qualquer momento que quiserem”, deixando assim a porta aberta para futuras conversações, mas recusando fazer novas concessões.
As negociações com o Irão são cruciais para a estabilidade da região e para a política externa dos EUA. A decisão de cancelar a missão levanta questões sobre a eficácia das abordagens diplomáticas atuais e sobre o futuro das relações entre os dois países. Leia também: O impacto das negociações com o Irão na economia global.
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Fonte: ECO





