Taxa de jovens “nem-nem” em Portugal atinge mínimo histórico

A taxa de jovens entre os 16 e os 29 anos que não estão empregados nem a estudar, conhecidos como “nem-nem”, atingiu um novo mínimo em Portugal. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), apenas 8,5% dos jovens nesta faixa etária se encontram nesta situação, uma melhoria significativa em relação aos 9% registados em 2022. Este é o valor mais baixo desde 2011, quando se iniciou a série estatística.

Em termos absolutos, cerca de 136 mil jovens estiveram nesta condição ao longo do último ano, uma queda acentuada em comparação com os mais de 400 mil que se encontravam na mesma situação em 2012 e 2013. Muitos destes jovens acabaram por emigrar em busca de melhores oportunidades.

Comparando com a média europeia, Portugal destaca-se positivamente. Segundo dados do Eurostat, em 2025, o país registou uma taxa de “nem-nem” de 8%, colocando-se como o quarto melhor da União Europeia, apenas atrás dos Países Baixos, Suécia e Eslovénia. Em contraste, países como a Roménia e a Bulgária apresentam taxas alarmantes, com 19,2% e 13,8%, respetivamente.

Analisando as diferentes regiões de Portugal, a região Centro apresenta a menor taxa de jovens “nem-nem”, com apenas 6,6%. Desde 2011, esta região viu uma redução de 6,2 pontos percentuais, tendo atingido um pico de 14,4% em 2012. A região Norte segue com 7,6%, enquanto Grande Lisboa e Vale do Tejo registam taxas de 8,6% e 8,4%, respetivamente. Por outro lado, o Alentejo e os Açores ainda superam os 10%.

Apesar destas melhorias, o panorama do desemprego jovem em Portugal ainda levanta preocupações. A taxa de desemprego entre jovens dos 15 aos 29 anos subiu para 13,4% em 2025, posicionando o país como o 19.º na União Europeia. Para os jovens entre os 15 e os 24 anos, a taxa de desemprego é ainda mais elevada, atingindo 19,5%.

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Os dados sobre os jovens “nem-nem” revelam que a situação muda quando se analisa apenas os desempregados que procuram ativamente emprego. Neste caso, Portugal ocupa a 21.ª posição europeia, com 4,8%. Quando se considera todos os jovens que desejam trabalhar, independentemente de estarem à procura de emprego, o país posiciona-se na 19.ª posição, com 6,3%. A boa notícia é que apenas 1,7% dos jovens que não querem trabalhar estão sem emprego e sem estudar, colocando Portugal em segundo lugar nesta categoria, apenas atrás dos Países Baixos.

Leia também: O impacto da emigração no mercado de trabalho jovem em Portugal.

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Leia também: Debate sobre o mercado de trabalho português: rigidez ou flexibilidade?

Fonte: Sapo

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