Alemanha defende dissuasão nuclear enquanto persistem ameaças

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou que a aplicação universal do Tratado de Não Proliferação Nuclear é fundamental, mas sublinhou que, enquanto existirem “ameaças nucleares”, a Europa precisará de uma “dissuasão nuclear” eficaz para se proteger. A declaração foi feita antes da sua partida para Nova Iorque, onde participará de um debate no Conselho de Segurança da ONU sobre a segurança e a paz marítimas internacionais.

Wadephul destacou que a questão nuclear é uma das prioridades da agenda, especialmente no que diz respeito às relações com o Irão. “Queremos garantir que o Tratado de Não Proliferação Nuclear tenha validade universal, embora isso esteja a tornar-se cada vez mais difícil”, afirmou. A conferência que se inicia em Nova Iorque será uma oportunidade para discutir formas de proteger os avanços do tratado e explorar possibilidades de desarmamento.

No entanto, o ministro alertou que “enquanto as ameaças nucleares contra nós e os nossos aliados se mantiverem, continuaremos a precisar de uma dissuasão nuclear”. Embora não tenha especificado quais países representam essas ameaças, a referência é clara para muitos observadores. O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, em vigor desde 1970, permite que cinco potências – EUA, Reino Unido, França, China e Rússia – mantenham arsenais nucleares.

Wadephul também abordou a situação no Médio Oriente, referindo-se ao bloqueio do estreito de Ormuz como uma demonstração da vulnerabilidade das rotas globais de abastecimento. “Sem energia e fertilizantes, o abastecimento alimentar mundial corre um grave perigo”, alertou, sublinhando a importância de garantir a segurança das navegações comerciais. A Alemanha está a liderar, juntamente com a França e o Reino Unido, esforços para estabelecer uma missão naval europeia que proteja essas rotas, evitando intervenções militares ofensivas.

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Além disso, Berlim pretende aproveitar a reunião para reiterar a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. Wadephul criticou o uso excessivo do poder de veto por membros permanentes, como a Rússia e a China, que têm, segundo ele, paralisado a diplomacia em momentos críticos. O ministro defende também que a União Europeia deve abandonar a regra da unanimidade em questões de segurança externa, permitindo uma resposta mais ágil e eficaz em crises.

A invasão da Ucrânia pela Rússia trouxe à tona discussões sobre a criação de um guarda-chuva nuclear europeu. O chanceler alemão, Friedrich Merz, já manifestou a disposição do país em disponibilizar aviões militares para o transporte de armas nucleares norte-americanas, britânicas ou francesas, caso necessário.

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Fonte: ECO

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