Os certificados de aforro, uma opção popular de poupança em Portugal, têm novos limites de subscrição. O Governo decidiu aumentar o teto máximo da Série F para 250 mil euros e o limite acumulado com a Série E para 500 mil euros. Esta alteração foi publicada no Despacho n.º 5392/2026, no Diário da República a 24 de abril, e já está em vigor desde 21 de abril de 2026.
A principal mudança diz respeito ao montante que cada aforrador pode aplicar. Com a nova regulamentação, o limite da Série F, que está atualmente em comercialização, passa de 100 mil euros para 250 mil euros. Para quem já possui certificados da Série E, o limite acumulado aumenta de 350 mil euros para 500 mil euros. Assim, um aforrador pode agora acumular até meio milhão de euros entre estes dois produtos.
Esta é a segunda vez que o Governo altera os limites da Série F desde a sua introdução em 2023. Inicialmente, o limite era de 50 mil euros por aforrador, tendo sido duplicado para 100 mil euros em outubro de 2024. Com a nova revisão, os limites voltam a subir, alinhando-se com os valores historicamente praticados para este tipo de investimento.
A medida surge num contexto de crescimento significativo no investimento em certificados de aforro, que já ultrapassou os 41 mil milhões de euros. Este aumento tem sido contínuo, com o montante aplicado a crescer durante 18 meses consecutivos. Apenas nos primeiros três meses de 2026, os certificados de aforro captaram cerca de mil milhões de euros em poupanças das famílias.
Uma das razões para este aumento na procura é a remuneração atrativa. A taxa base dos certificados de aforro da Série F é indexada à Euribor a três meses e é definida mensalmente, com um limite máximo de 2,5%. Em abril de 2026, a taxa bruta das novas subscrições foi fixada em 2,138%, superando a média dos depósitos a prazo, que se situava em cerca de 1,36%. Este diferencial ajuda a explicar a transferência de poupanças para os certificados de aforro.
O aumento dos limites representa uma oportunidade para as famílias que desejam investir mais nos certificados de aforro, especialmente para aquelas que já tinham atingido o teto anterior. Agora, será possível reforçar o investimento sem a necessidade de procurar alternativas. Esta decisão do Governo também sublinha a importância crescente dos certificados de aforro na poupança das famílias, consolidando o seu papel como uma das principais formas de financiamento do Estado junto dos pequenos aforradores.
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Fonte: Doutor Finanças





