Crescimento da economia portuguesa estagna no início de 2026

A economia portuguesa deverá ter estagnado no início de 2026, refletindo uma combinação de fatores adversos, incluindo as tempestades que atingiram o país e o conflito no Irão. A maioria dos economistas prevê uma variação nula do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, com alguns até a apontar para riscos de contração. Este cenário surge num contexto em que a procura interna diminui e as exportações mostram sinais de fraqueza, influenciadas pela conjuntura internacional.

Os dados oficiais sobre o desempenho da economia nos primeiros três meses do ano serão divulgados na próxima quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Contudo, as previsões indicam uma variação em cadeia entre -0,3% e 0,3%, com a maioria das instituições a esperar uma taxa nula, comparando-se com os 0,9% registados no quarto trimestre de 2025. Por outro lado, a variação homóloga do PIB poderá situar-se entre 1,9% e 2,5%, semelhante ao que foi observado no final do ano passado.

Os economistas do BPI destacam que os principais fatores que influenciam a estagnação da economia foram as tempestades, que afetaram especialmente a região centro do país, e o início do conflito no Irão. A incerteza em torno do impacto das tempestades é elevada, uma vez que depende de variáveis para as quais existem poucos dados disponíveis, e as previsões foram elaboradas antes do agravamento da situação no Médio Oriente.

No que diz respeito à procura interna, o seu contributo deverá ter sido negativo ou, no melhor dos casos, muito limitado. O consumo privado foi penalizado tanto pelo impacto direto das intempéries quanto pelo aumento da incerteza associado ao conflito no Irão. Além disso, os efeitos positivos das medidas de apoio ao rendimento adotadas na segunda metade de 2025 estão a dissipar-se.

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Os economistas do Santander, Rui Constantino e Bruno Fernandes, afirmam que o consumo privado deverá desacelerar ou mesmo estagnar, após o impulso temporário proporcionado pelas medidas fiscais. A pressão inflacionista, resultante do aumento dos preços da energia, também está a afetar o poder de compra das famílias, cujos efeitos ainda não são totalmente visíveis.

O investimento, por sua vez, também deverá ter contribuído para a estagnação da economia. O Fórum para a Competitividade prevê um abrandamento devido ao aumento significativo da incerteza e à subida das taxas de juro. O Barómetro CIP/ISEG revelou que a produção industrial caiu 4,4% em fevereiro, uma queda que já reflete os efeitos das tempestades.

Apesar deste cenário, os economistas do Santander mencionam que o investimento poderá beneficiar de um contributo positivo da variação de existências, mesmo que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registe uma ligeira contração. O crescimento nas vendas de cimento, por exemplo, foi suficiente para inverter a tendência de quebra observada nos meses anteriores.

Por outro lado, a procura externa também deverá penalizar o crescimento da economia. A estimativa rápida do INE indica que as exportações de bens caíram 6,4% no primeiro trimestre em termos homólogos, enquanto as importações aumentaram 2,6%. Esta situação agravou o saldo da balança comercial, refletindo uma trajetória de decréscimo das exportações.

Leia também: O impacto das tempestades na economia portuguesa.

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Fonte: ECO

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