A Suíça está prestes a rejeitar uma proposta que visava limitar a população a 10 milhões de habitantes, conforme noticiado pela Bloomberg. Esta iniciativa, que poderia ter travado a imigração numa economia avançada, foi amplamente contestada. Projeções da televisão pública SRF indicavam que 55% dos votantes se opunham à medida, enquanto resultados oficiais parciais, às 15h28 em Zurique, mostravam 53,8% a favor do “não”.
A proposta foi defendida pela direita suíça, liderada pelo SVP, que associou o crescimento populacional a problemas como o aumento das rendas, a pressão sobre os transportes e a ocupação do território. Atualmente, a população suíça é de 9,1 milhões, tendo crescido quase dois milhões desde o início do século.
A rejeição da proposta deverá trazer alívio a grandes empresas como Roche, Nestlé e UBS, que tinham expressado preocupações sobre a possível perda de acesso a mão de obra estrangeira e o impacto negativo no investimento. O Governo e a maioria dos partidos no parlamento também se opuseram à medida, e um estudo oficial previa que a produção económica no final do século seria cerca de 12% inferior se a proposta fosse aprovada.
Além disso, a votação evita uma potencial rutura com a União Europeia, o principal parceiro comercial da Suíça. Um limite populacional poderia comprometer a livre circulação de pessoas e, em última análise, o acesso dos exportadores suíços ao mercado comum.
Apesar da derrota, o apoio significativo à iniciativa revela que a imigração continuará a ser um tema relevante na agenda política suíça. A participação na votação foi de 58,5%, superando a média de longo prazo de 44,4%. Este tema deverá influenciar futuras decisões sobre o relacionamento entre Berna e Bruxelas.
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Fonte: ECO





