Hoje, o cenário económico de Portugal e da Europa está em destaque, com várias divulgações importantes que prometem influenciar o mercado. O Instituto Nacional de Estatística (INE) irá apresentar as Contas Nacionais Trimestrais, que oferecem uma estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para o primeiro trimestre de 2026. Este relatório é crucial, pois permitirá avaliar a evolução do PIB Portugal nos primeiros meses do ano. No ano passado, o país registou um excedente orçamental de 0,7% do PIB, mas o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, não exclui a possibilidade de um défice este ano.
Além disso, o INE também divulgará a estimativa rápida do Índice de Preços no Consumidor (IPC) de abril, um indicador essencial para medir a inflação. Em março, a inflação em Portugal subiu para 2,7%, impulsionada pelo aumento dos preços da energia, consequência do aumento do custo do petróleo devido à guerra no Irão.
No contexto europeu, o Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia, irá divulgar as primeiras estimativas do PIB para a Zona Euro no primeiro trimestre. Em 2025, a economia da União Europeia cresceu 1,5%, uma aceleração em relação ao ano anterior, com todos os Estados-membros a registarem crescimento. O Eurostat também revelará a taxa de desemprego na Zona Euro referente a março, que em fevereiro se situou nos 6,2%.
Outro ponto alto do dia será a reunião do Banco Central Europeu (BCE), onde se esperam decisões sobre as taxas de juro. Christine Lagarde, presidente do BCE, fará uma conferência de imprensa para explicar as decisões tomadas, e o mercado antecipa que as taxas diretoras se mantenham inalteradas.
Por fim, o Novobanco irá divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2026, sendo este o último relatório antes da conclusão oficial da venda ao grupo francês BPCE. O acordo, que inicialmente previa um pagamento de 6,4 mil milhões de euros, poderá resultar num valor superior.
Além disso, o Banco de Portugal (BdP) anunciará novas informações sobre a garantia do Estado em contratos de crédito à habitação. Esta atualização surge na sequência de um reforço da garantia pública para a compra de casa por jovens, uma medida que visa limitar o endividamento das famílias, especialmente face ao aumento de créditos a mutuários de risco elevado. O BdP poderá rever algumas das suas medidas macroprudenciais, incluindo a possível subida da “taxa de stress”.
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Fonte: ECO





