O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, afirmou que a imigração em Portugal é fundamental para o sucesso do país, uma vez que muitos trabalhos não são mais desejados ou aceites pelos portugueses. Durante o Fórum Portugal Nação Global, realizado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Sousa destacou que a presença de imigrantes é crucial para colmatar lacunas no mercado de trabalho.
“O sucesso do nosso país deve-se ao facto de já não haver portugueses dispostos a realizar certos tipos de serviços”, afirmou o governante. Ele sublinhou que a imigração é necessária para atender às exigências do mercado, refutando a ideia de que a entrada de trabalhadores estrangeiros está a pressionar os salários para baixo. Segundo Sousa, Portugal “vai continuar a precisar” de mão-de-obra estrangeira, especialmente em funções menos qualificadas.
O secretário de Estado também mencionou os avanços que o país tem feito em termos de rendimento, destacando o aumento do salário mínimo e médio nos últimos anos. No entanto, reconheceu que “é preciso crescer muito mais”. Ele acredita que a ligação à diáspora e a atração de investimento internacional podem ajudar a melhorar os salários, criando novas oportunidades de emprego. “Esperamos que, com esta ligação e estes negócios, Portugal possa ter melhores salários e mais investimento”, disse Sousa.
Emídio Sousa também abordou a questão do regresso dos emigrantes, afirmando que não deve ser uma prioridade. Em vez disso, defendeu uma abordagem de “nação global”, onde os portugueses no estrangeiro mantêm laços económicos com o país. “O importante é que se mantenham ligados a Portugal”, enfatizou.
Além disso, o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, levantou a possibilidade de criar um fundo específico para facilitar o investimento em Portugal por parte da diáspora. Durante um debate sobre “comunidades, economia e territórios”, Ferreira questionou se seria necessário um fundo que incentivasse os portugueses no estrangeiro a investir no crescimento económico do país.
“Quem tem capital, se vir uma boa oportunidade, investe. Agora, se perceber que do lado de lá só encontra barreiras e não soluções, não investe”, alertou Ferreira. Ele garantiu que não será por falta de condições que o investimento não ocorrerá e sublinhou que atrair investidores da diáspora é diferente de atrair investidores estrangeiros.
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Fonte: ECO





