Air France-KLM planeia centro de serviços em Portugal

O grupo Air France-KLM está a planear a criação de um centro de serviços partilhados global em Portugal, que se somará ao já existente em Budapeste. Steven Zaat, administrador financeiro da companhia, destacou que Portugal possui uma mão-de-obra qualificada, tornando-se um local ideal para este tipo de operações. “Iremos investir numa instalação de manutenção de motores e continuar a desenvolver o Global Business Services (GBS) em Portugal”, afirmou Zaat durante uma conferência de imprensa.

A proposta da Air France-KLM para adquirir até 49,9% da TAP foi enviada à Parpública, e a companhia enfrenta a concorrência do grupo Lufthansa, que também apresentou uma oferta. Zaat mencionou que, embora ainda não esteja decidido onde serão localizadas as novas instalações de manutenção, Lisboa é vista como a opção mais lógica, dado que já existem oficinas na capital portuguesa.

Ben Smith, CEO do grupo, expressou preocupações sobre as condições que a Comissão Europeia poderá impor para a aprovação da aquisição da TAP. Ele alertou que, se as exigências forem demasiado severas e comprometerem as sinergias necessárias para o sucesso da transação, isso poderá afetar o interesse da Air France-KLM na companhia portuguesa. “Estamos a trabalhar para convencer a Comissão Europeia de que as medidas corretivas que propomos são adequadas”, disse Smith.

O grupo Air France-KLM registou um lucro operacional ajustado de 484 milhões de euros no segundo trimestre, um valor abaixo dos 736 milhões do ano anterior, mas superior às expectativas do mercado. As receitas aumentaram 9,9%, totalizando 9,3 mil milhões de euros, com um crescimento de 3,9% no número de passageiros transportados. No entanto, a companhia reviu em baixa as suas previsões de capacidade para o ano, prevendo uma queda de 1% nos voos de curta e média distância, embora espere um aumento global de 2% a 3% em comparação com 2025.

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A situação geopolítica no Médio Oriente e o aumento dos preços do combustível continuam a impactar a oferta de voos e os custos operacionais. Smith sublinhou que o aumento dos preços dos combustíveis teve um efeito significativo nos resultados do segundo trimestre, com um custo adicional de 804 milhões de euros em relação ao ano anterior.

Leia também: O que se segue na privatização da TAP.

Air France-KLM Nota: análise relacionada com Air France-KLM.

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Fonte: ECO

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